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GAU realiza I Simpósio Transdisciplinar em Agroecologia

GAU realiza I Simpósio Transdisciplinar em Agroecologia

 Nos dias atuais vivemos um cenário político onde é necessário ampliar ainda mais o debate sobre as produções agroecológicas. É nesse sentido que o Grupo de Agroecologia Umbuzeiro (Gau) realizou no dia oito (08), no Campus III da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) a abertura do I Simpósio Transdisciplinar de Agroecologia (SITRAG). O evento contou o apoio do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), da  Uneb, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), da Embrapa Semiárido, da Rede Territorial de Agroecologia da Bahia e Pernambuco, dentre outras entidades.

Na mesa de abertura, os parceiros fizeram suas considerações sobre a importância do evento. Em seguida, deu-se início à mesa “Agroecologia e Universidade”. A discussão contou com as falas dos/das engenheiros/as, Gizelia Ferreira e Joelton Belau, e do professor de agroecologia e militante do MST, André Maia.

Um dos pontos colocados em questão, durante a fala dos palestrantes, foi o papel da Universidade na formação dos/das estudantes, visando o olhar agroecológico. Segundo estudantes, engenheiros/as agrônomos, professores/as e pesquisadores/as, que estiveram no evento, a Universidade tem sido falha nas questões que norteiam a discussão sobre a agroecologia.

O engenheiro agrônomo, Joelton Belau relata que a Universidade apenas tem formado profissionais em agronomia com o foco no agronegócio. “Todos os estudantes que entram na universidade de agronomia serão preparados para atuar na matriz tecnológica e no projeto de sociedade que a gente conhece como agronegócio, que inclui a produção de monocultura, sobretudo para exportação, com o uso extensivo de agrotóxicos e com sementes transgênicas”, conta Joelton.

O engenheiro ainda afirma que em contrapartida a esse modelo de produção convencional e de transferência de conhecimento, visando o agronegócio, existem os grupos de estudantes que se organizam para lutar em favor da agroecologia. Segundo Joelton, a Universidade renega a luta pela agroecologia, que hoje tem sido abraçada por estudantes, mantendo a crítica ao modelo vigente no país. Ele informa que ,além de espaços organizados por estudantes, existem núcleos propostos por professores/as, para a construção de agroecologia que contribuem na geração de “conhecimento que seja útil aos trabalhadores e trabalhadoras do campo”, explica Joelton.

O debate tem contribuído também para que estudantes, como os/as secundaristas, possam saber o que significa agroecologia. O estudante do Ensino Médio, Francisco Santos já saiu com uma ideia sobre o conceito de agroecologia. “É um processo de sustentabilidade que envolve agricultores em um meio de produção, tanto da agricultura quanto da pecuária. Esse agricultor visa o melhoramento do meio ambiente, tanto do ar, quanto do solo e a sua própria produção, isso é feito através de produtos totalmente orgânicos, para que não se polua", detalha Francisco.

A engenheira agrônoma e professora do IFPE, Gizelia Barbosa Ferreira, destaca em sua fala o real conceito e o objetivo para o qual a agroecologia foi desenvolvida. “A agroecologia surge enquanto ciência realmente para compreender essas relações, essas dinâmicas sociais, ambientais e econômicas, de forma inter-relacionada, lembrar que os sistemas são integrados e que dessa forma, inter-relacionada, a gente construir e transformar essas sociedades para melhorar a qualidade de vida e conseguir a segurança alimentar e nutricional”, comentou Gizelia.

Gizelia  foi uma das fundadoras do Gau. Ela se diz revigorada em saber que 14 anos depois os/as estudantes ainda mantêm o movimento estudantil operante. “Me fortalece quando a gente vê que foi dado continuidade, que tem pessoas que estão na luta, que estão na resistência”, expressa a agrônoma. Ela ainda conta que a luta está sendo ampliada para fora dos muros da universidade, mas que o espaço acadêmico é um dos percussores no disseminação do conhecimento sobre agroecologia. “A gente está encampando outro espaço, mas que esse espaço aqui continua sendo espaço de resistência e de referência dentro do Vale do São Francisco”, afirmou Barbosa.

“O Gau nasce como um grupo de resistência frente ao modelo de ensino que é proposto na universidade, então ele nasce com esse propósito de enfrentamento ao agronegócio”, explica Lívia Jericó, que é estudante e uma das coordenadoras do evento. Ela comenta sobre a importância de realizar eventos com o SITRAG. “A gente tenta construir esses espaços formativos, por que eles acrescentam tanto na nossa formação, quanto difundem a proposta de agroecologia que a gente acredita (...), a universidade tem que ser pintada de povo por que esse espaço aqui é público, então, a gente tem que usá-lo em ações que melhorem a qualidade de vida das pessoas, conclui Lívia.

O SITRAG contou com a presença de profissionais das Ciências Agrárias, estudantes do curso de Engenharia Agronômica e de Engenharia de Bioprocessos Biotecnologias da Uneb, estudantes secundaristas e de nível técnico em Agropecuária e Agroecologia. O evento segue com atividades até o dia 10.

Texto e Foto: Comunicação do Irpaa

 


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