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Projeto Ater Agroecologia tem início no Território Sertão do São Francisco

Projeto Ater Agroecologia tem início no Território Sertão do São Francisco

Novo ciclo de Assessoria Técnica e Extensão Rural é iniciado no Território Sertão do São Francisco com o projeto Ater Agroecologia. As atividades começaram nesse mês de setembro com a realização de reuniões com parceiros em cada município de realização do projeto, que aconteceram virtualmente dos dias 24 a 29 desse mês. O O projeto Ater Agroecologia é realizado do Governo do Estado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), implementado pela Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), e executado pelo Irpaa nos municípios de Casa Nova, Curaçá, Juazeiro, Remanso e Pilão Arcado.

O objetivo dessas reuniões foi apresentar o projeto para os parceiros e debater estratégias para concretizar as parcerias municipais ao longo dos 36 meses de execução da Ater junto às famílias. Além disso, o momento também oportunizou uma discussão sobre as perspectivas da agroecologia e Convivência com o Semiárido e sobre o cenário da prestação de ater realizada pela Bahiater.

Tiago Pereira, coordenador institucional do Irpaa, explica que o Instituto sempre teve o foco “holístico, participativo e propositivo” na sua ação de Assessoria, e que mesmo diante do contexto de pandemia e tantos outros desafios, esse novo projeto vem a fomentar ainda mais uma ação de assessoria com a centralidade da Convivência. O que para a instituição não significa centrar na produção, “mas sim trabalhar também questões estruturantes com as famílias relacionadas a terra, a água, a educação e aos diretos diversos que envolve a vida”, argumenta Tiago sobre as perspectivas dessa ater que tem o foco na transição agroecológica.

Tiago aponta ainda que a expectativa do Irpaa é fomentar ainda mais um modo de vida que seja inclusivo e garanta qualidade de vida para os povos do Semiárido, “com dignidade, com soberania e segurança alimentar, com a participação da juventude, das mulheres”, pontua. Nisso, ele pondera que as organizações não governamentais tem realizado um importante papel na forma como presta o serviço de Ater. “Essas organizações sociais tem um modo de fazer diferenciado a partir da escuta, da observação, da problematização e de fato contribuindo com as transformações sociais, que tanto a gente almeja como sociedade ideal de viver”, defende.

Para o Luandson dos Santos Alves, coordenador do Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar, da Bahiater (Setaf/Bahiater), as reuniões foram produtivas e estratégicas para consolidar as parcerias. “São 36 meses para contar com essa parceria, não só a entidade da Bahia Ater e o Irpaa, mas todos os outros parceiros que a gente pode contar ao longo do caminho. “odos os/a colaboradores/as estão comprometidos em prol da plena execução desse edital.”, destaca.

Uma das parceiras do projeto, Edinaelma dos Santos Brito, da Associação Municipal de Apoio Comunitário e Beneficente de Pedrinhas, município de Remanso, explica que através dessas parcerias, as comunidades têm conquistado acesso a outros programas e políticas públicas. Para ela, essa movimentação favorece a inclusão social das comunidades, fortalecendo a organização comunitária e o bem viver das famílias. “Em muitos casos, a gente acaba não tem acesso aos editais, e o Irpaa é um aliado muito forte das comunidades, [esse projeto] é também uma oportunidade de ter acesso a essas políticas públicas, e outras questões também”, argumenta.

Irpaa e a Ater Agroecologia
A chamada pública tem como foco a Agroecologia e será voltada para 7 mil famílias a serem atendidas pelo Governo do Estado. O Irpaa irá assessorar 540 famílias de 24 comunidades destes cinco municípios, no período de setembro desse ano até setembro de 2022. José Moacir dos Santos, coordenador técnico do projeto, explica que com esse foco na Agroecologia, “a ação de assessoria fomentará ainda mais uma ciência e uma prática que preserva e valoriza a vida, o bem viver dos animais, das plantas” ao contrário do agronegócio, que “provocou muita fome, aumentou a pobreza, está colocando o planeta em risco”, aponta.

Ele esclarece que a “Agroecologia é contextualizada a partir do ambiente natural e climático em que aquela sociedade vive: a Convivência com o Semiárido é sinônimo de Agroecologia. Agroecologia é sinônimo de bem viver”, conceitua Moacir.

José explica ainda que um dos destaques deste projeto é o foco em atender mulheres e jovens, além de fomentar atividades específicas com esses públicos. “A Agroecologia reconhece o papel fundamental da mulher nessa prática agroecológica, visto que a foi a mulher que inventou a agricultura e a pecuária na sua capacidade de observar, inventar. Da mesma forma, os jovens são fundamentais para que, com a sua animação e capacidade de invetar, contribuam na construção desse novo modelo de sociedade baseado no bem viver”, defende.

Texto e Foto: Comunicação Irpaa
 


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