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Experiência de Recaatingamento é socializada durante Seminário Nacional de Experiências Agroecológicas

Experiência de Recaatingamento é socializada durante Seminário Nacional de Experiências Agroecológicas

Com o intuito de compartilhar os resultados da experiência de Recaatingamento desenvolvida em uma comunidade localizada em Campo Alegre de Lourdes, na Bahia, o Irpaa participou de uma das sessões virtuais dentro da programação do Seminário Nacional de Experiências Agroecológicas, organizado pelas entidades da sociedade civil, em parceria com o projeto Avaclim, Instituto Nacional do Semiárido (INSA) e universidades.

O projeto de Recaatingamento teve início, no ano de 2009, em sete comunidades de Fundo de Pasto nos municípios de Canudos, Casa Nova, Curaçá, Sobradinho, Sento Sé, Uauá e Juazeiro. Depois, as comunidades de Fundo de Pasto dos municípios de Pilão Arcado, Remanso e Campo Alegre de Lourdes também passaram a ser contempladas pela prática. Os principais objetivos da ação de recaatingar é recuperar áreas degradadas e conservar outras áreas já existentes na Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, contribuindo para reduzir a devastação e os processos de desertificação. Em 2018, o projeto foi um dos vencedores do Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais. O Irpaa recebeu R$ 70 mil, recurso que foi destinado para o investimento direto nas 11 áreas de recaatingamento.

O método é aplicado em diferentes etapas. Primeiro, é identificada, junto com a comunidade, a zona onde a terra está degradada, seja por queimada, desmatamento, pisoteio de animais ou outras ações externas. A área identificada é isolada para serem realizados os processos de recuperação de solo, controle de erosão, dispersão de esterco e sementes e o plantio de mudas. Já na área que não sofreu degradação, para impedir esse processo é feito um levantamento de fauna e flora e um plano de manejo para avaliar a capacidade de suporte animal.

No seminário, durante a sessão virtual "Interconexões entre territórios e agroecossistemas: espaços de vida, reexistências e recriações”, a experiência socializada pelo Irpaa foi a da comunidade Lagoa do Sal, em Campo Alegre de Lourdes (BA), que iniciou o recaatingamento após a queima de uma área que ocasionou a perda de animais e plantas. Agostinho Neto, colaborador do Irpaa que atua no município, explicou como se dá o processo de recaatingamento. “Pega-se uma área na comunidade para conservar ou recuperar, isola ela, onde os animais não têm acesso a essa área por um bom tempo, e aí a gente vê a vida rebrotando, renovando. A gente já teve presença de alguns animais que as pessoas relatam que não viam mais”, disse.

Nesse processo de recuperação das áreas degradadas, são iniciadas atividades produtivas através do plantio de plantas nativas como o umbuzeiro, por exemplo; e da apicultura e meliponicultura, já que essas zonas passam a servir como locais de pasto para as abelhas, produzindo mel, cera e própolis. Tais atividades estimulam o processo de regeneração da terra e também geram renda para as famílias das comunidades onde a prática do recaatingamento é inserida. Durante a sessão virtual, Juraci Batista Alves, morador da comunidade Lagoa do Sal e presidente da associação de fundo de pasto local, destacou as melhorias observadas na produtividade, principalmente através da apicultura. “No ano passado, nós tivemos uma renda de 374 quilos de mel. Deu R$ 2.780 reais. Foi dividido para o grupo que trabalha [na área de] recaatingamento”, relatou.

Nas comunidades, a aplicação do projeto de recaatingamento é feita em constante parceria entre equipe técnica e moradores/as, que por meio de visitas a áreas já recaatingadas passam a conhecer de perto o método e os benefícios gerados para a região. Joana Maria de Jesus, integrante da associação de fundo de pasto de Lagoa do Sal, viu a área, antes devastada, ser recuperada. “Depois que deu uma chuva, já tá nascendo algumas árvores. E a gente se animou, se alegrou mais. A comunidade, vendo isso, teve mais força para lutar e melhorar a área de fundo de pasto”, pontuou durante o seminário virtual.

Texto: Comunicação Irpaa
Fotos: Equipe técnica do projeto/Reprodução Google Meet


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