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Construção de apriscos e processos formativos contribuem para melhoria na caprinovinocultura

Construção de apriscos e processos formativos contribuem para melhoria na caprinovinocultura

 A pessoa que cria animais no Semiárido sabe da importância do aprisco. O local onde os animais passam a noite é tido como um fator decisivo na qualidade do criatório. O problema é que a maioria dos apriscos são espaços sem cobertura, o que deixa os animais muito expostos, influenciando na qualidade da produção.

Nas últimas semanas, as noites na região de Juazeiro têm apresentado temperaturas mais baixas do que o comum, o que gera muito desconforto nos animais, prejudicando seu rendimento e, consequentemente, impactando negativamente na geração de renda das famílias do Semiárido.

Foi também nas últimas semanas que agricultoras/es assessoradas/os pelo Irpaa através do projeto Pró-Semiárido, na região de Juremal, testemunharam a edificação de um sonho: a cobertura dos apriscos. “Eu já tinha plano de fazer, mas não tinha tido condições... Eu pretendo ampliar, aí já é um bom começo, em vez de fazer tudo, vou fazer só a metade por que a outra já está feita”, conta animada Jairce Trindade, da comunidade Olho D’Água.

Para seu João Batista Gonçalves, também morador da comunidade, a melhoria já “é visível. Porque melhora a questão do frio que tá muito intenso agora [...] Como a gente fala, [o animal] ficava no relento e hoje não, eles não vão mais pegar o sereno”, avalia o criador. “Quando vir a chuva os animais vão estar protegidos”, projeta ele, já imaginando também o período das trovoadas.

O colaborador do Irpaa, Clérison Belém, explica que “estruturas como essas potencializam a saúde e bem-estar dos animais. Animais que estão em conforto térmico tendem a ganhar mais peso, produzir mais carne, mais leite, ter menos liberação de cortisol, o hormônio do estresse”, detalha. Clérison explica que os apriscos não são apenas espaços para a dormida dos animais, “são locais estratégicos, onde ficam as crias pós-nascimento, as matrizes quando estão gestantes, o reprodutor, é uma estrutura de apoio”. Ainda de acordo com o colaborador do Irpaa, nos períodos de chuvosos “os animais ficam presos recebendo chuva e o vento frio. Tudo isso influencia na qualidade de vida dos animais, o que influencia diretamente no desempenho”.

Ter o aprisco coberto era um desejo de muitas das famílias assessoradas, conta Maiara Carvalho, colaboradora do Irpaa que atua na região. “A construção dessas estruturas era algo muito almejado pelos agricultores e agricultoras, que estavam numa grande expectativa”. Maiara evidencia a rapidez com que as/os assessoradas/os construíram suas estruturas, através de mutirões, uma ação que, na opinião dela, “vem contribuindo para que as famílias sejam cada vez mais unidas e estejam mais interligadas”

Roda de Aprendizagem: um espaço para construção de novos saberes

Maiara chama atenção para o trabalho de formação desenvolvido com as/os assessoradas/os, com base na pedagogia freiriana da troca de saberes, o que junto com as estruturas contribui para a melhoria da criação. “A gente tá trocando conhecimento com esses agricultores e agricultoras, porque eles e elas sabem muito”, explica. Segundo a colaboradora, um dos principais momentos para esta troca são as Rodas de Aprendizagem, quando a equipe do Irpaa junta agricultoras/es e estimula que elas/eles exponham seus conhecimentos sobre determinado assunto. Assim, agricultoras/es ensinam e aprendem a partir do relato das práticas diárias. “São momentos riquíssimos”, avalia Maiara.

Seu João Batista, sabe da importância das formações. Ele conta que aprendeu muito durante o processo formativo e que isso tem feito a diferença para o seu modo de criar. Ultimamente ele tem investido no armazenamento de forragens para reduzir o custo de produção. O criador ainda conta sobre outros conhecimentos obtidos durante as formações oportunizadas pela assessoria técnica: “No caso do manejo alimentar e sanitário, do armazenamento de forragem... tem muito aprendizado”.

As ações vivenciadas por Seu João e Dona Jairce são parte do Pró-Semiárido, um projeto do Governo do Estado da Bahia, realizado através da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional - CAR, órgão da Secretaria de Desenvolvimento Rural - SDR. Os recursos são oriundos de Acordo de Empréstimo com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola e o Irpaa presta assessoria em Juazeiro, Sento Sé, Remanso, Sobradinho (Território Sertão do São Francisco) e Campo Formoso (no Piemonte Norte do Itapicuru).

Texto: Eixo Educação e Comunicação do Irpaa
Fotos: Maiara Carvalho - Eixo Clima e Água


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