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Quintais produtivos de agricultores familiares são fomentados pelo Pró-Semiárido

Quintais produtivos de agricultores familiares são fomentados pelo Pró-Semiárido

Desde de criança, dona Sebastiana Adelina Silva viu o avô trabalhar na agricultura familiar de forma orgânica, “meu avô sempre foi orgânico (…). No sítio dele não entrava veneno. Ele tirava tudo orgânico, tinha o café dele, cana, banana, tudo ele tinha”, relembra Sebastiana. Esse foi seu primeiro contato com a alimentação livre de veneno, porém, por um período, a agricultora produziu junto com o pai de forma convencional, utilizado defensivos agrícolas e manejos que agridem a terra. “Já plantei muito convencional (…), mas tem muitos anos que eu participo dos cursos do Irpaa, dos cursos de orgânico, pensando na saúde e como eu cresci comendo orgânico, eu parei de usar o químico” , explica a agricultora.


Hoje, dona Sebastiana mora no Assentamento São Francisco, em Juazeiro, onde produz de forma orgânica, nos canteiros, beterraba, coentro, alface entre outras hortaliças e verduras. De lá, saem os alimentos que vão para a mesa de sua família e muitas outras casas, pois uma parte do que é produzido é vendido. “Eu vendo na comunidade e faço entrega em Sobradinho e vendo também para o pessoal que leva pra as feiras de orgânicas”, ressalta Silva.


Dona Sebastiana relata que a chegada do Pró-Semiárido, projeto executado pelo Irpaa, animou ainda mais a continuar com cultivo dos canteiros, através dos intercâmbios, da assessoria técnica e o investimento financeiro “o Pró-Semiárido me ajudou muito na parte de condição, eu não tinha uma horta como essa que eu tenho agora, eu não tinha os canteiros bem arrumadinhos, não tinha a cobertura”. A agricultora ainda complementa que essa estruturação possibilitou o aumento do cultivo, “já chegou semana aqui que eu não vendia nada, agora eu estou vendendo toda semana, quase todo dia eu vendo, hoje mesmo já peguei em dinheirinho da horta (..). Acho que esses canteirinhos, no mínimo, rendem uns quatrocentos por mês”, declara a agricultora.


A Maria Jucicrene de Azevedo, moradora do Assentamento Terra Nossa, Sobradinho, também tem investido na produção orgânica e avalia que a assessoria técnica continuada anima as famílias no processo de produção e comercialização. Aproximadamente, há dois anos ela vende alimentos que cultiva, desde hortaliças, verduras, frutas. Hoje, a comercialização também acontece na sede de Sobradinho, em ponto fixo e através de entrega de cestas em domicílio. Ela divulga sua produção nas redes sociais (facebook e instagram) para fortalecer a processo de venda.


Os quintais produtivos têm sido um aliado importante na luta pela soberania alimentar no Semiárido, além de trazer renda para as famílias. “Só da gente ter o alimento saudável toda semana, sem ter que ir na feira comprar, é muito bom”, avalia Sebastiana. A partir das visitas, atividades coletivas, da assessoria técnica e do apoio do Projeto, o município de Sento Sé começou desde o ano passado a realizar a quinzenalmente a feira agroecológica do município.


Há quatro anos, famílias dos municípios de Juazeiro, Sento Sé, Remanso, Campo Formoso e Sobradinho são acompanhadas pela equipe do Irpaa, através do projeto Pró-Semiárido, assessorando 627 famílias, em 11 comunidades que vem investindo na produção vegetal através do canteiro econômico familiar. No campo comunitário, o projeto trabalha com hortas comunitárias, beneficiando 80 famílias, em seis comunidades. O colaborador do Irpaa e coordenador do projeto, Clerison Belém, defende que todo esse investimento resulta na produção de alimento saudável. “O Pró-Semiárido vem contribuindo na produção de alimento na agricultura familiar de forma processual, onde as famílias que já desenvolvia algumas atividades, que estão sendo potencializadas pelo investimento do convênio através de ações que visam a melhorar a produção”.


Belém destaca ainda o processo formativo como uma ação fundamental do Projeto, “às famílias participam de curso, formações, visitas técnicas que contribui também na orientação, troca de conhecimento”. Sobre isso, a agricultora Maria Jucicrene de Azevedo destaca os intercâmbios e o acompanhamento técnico como enriquecendo dentro do projeto. Algo que para Belém tem sido um campo de possibilidades para multiplicar experiências, “fazendo com que mais agricultores passem as ações concretas da convivência”. Belém, aponta como algumas ações concretas: a estocagem de alimentos para os animais, armazenamento de água, o cultivo de plantas e animais apropriadas, organização social, a luta pelo território, a exemplo, as comunidades Tradicionais de Fundo e Fecho de Pasto.


Um das conquistas da ação de assessoria técnica do projeto apontada por Belém é a organização: “o povo está mais organizado, as associações estão mais atuantes, estão se reunindo, discutindo as problemáticas, já se criou espaços de comercialização como cooperativas (...) e as famílias vêm ampliando e diversificando suas produções”. O Pró-Semiárido é um projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), mediante acordo de empréstimo entre o Governo da Bahia e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida).

Texto: Comunicação Irpaa/ Foto: Eixo Clima e Água e Maria Jucicrene de Azevedo (agricultora)


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