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Famílias visualizam potencial local para geração de renda

Famílias visualizam potencial local para geração de renda

Um processo de percepção das singularidades das características regionais está em andamento no Semiárido brasileiro. A cada dia as famílias da região têm percebido a importância de produzir no Semiárido, entendendo e respeitando as condições climáticas locais e o meio ambiente. Assim, associações e cooperativas que fazem parte do projeto Bahia Produtiva no Território Sertão do São Francisco têm conseguido despertar para canais de geração de renda, sem perder de vista o cuidado com a natureza.

Através do projeto a comunidade Majó, em Ramanso, construiu um viveiro 1 mil m², onde produz mudas de plantas nativas da caatinga e plantas forrageiras, que foram distribuídas na comunidade. “A gente não produzia muda por que não tinha um local apropriado, se produzisse era pouquinho. O viveiro nos permitiu trabalhar de forma organizada, com uma quantidade bem maior de mudas”, conta seu José Ventura, um dos beneficiários do projeto.

Entre os períodos de produção das mudas, o grupo de agricultores/as viu a oportunidade de gerar renda através do cultivo de hortaliças. “Depois que terminou [a distribuição de mudas] a gente começou a plantar verduras para o consumo e também para a venda. Isso tem ajudado de alguma forma na renda dessas pessoas”, complementa José Ventura.

Segundo seu Ventura, nos períodos de pico de vendas, a comunidade alcançou a marca de 140 molhos de coentro vendidos por dia na cidade. O agricultor relata que hoje a produção está menor. Isso se deve à grande demanda de oferta do principal produto cultivado no viveiro coletivo da comunidade: o coentro.

Para Alessandro Santana, colaborador do Irpaa, é preciso diversificar a produção. Ele aponta para a produção de vários tipos de hortaliças, bem como de mudas de plantas frutíferas, “para que assim não fique dependente de um só mercado, um só produto”, analisa Alessandro.

Assim como as/os agricultoras/es de Majó, o casal Antônio Silva e Diana Silva, da comunidade Nossa Senhora das Graças, em Casa Nova, também tem conseguido gerar renda através das ações do projeto Bahia Produtiva. Seu Naldo, como é conhecido na comunidade, conta que leva as galinhas criadas pelo casal e os ovos para vender na feira. Ele avalia que com o apoio da assessoria técnica as coisas melhoraram. O casal ainda conta que também comercializa a produção na comunidade. “Essa semana eu já vendi umas cinco galinhas, cheguei a vender cada uma por 30 reais... Para mim tá sendo um lucro bom”, comemora a agricultora Diana Silva, após destacar que antes não possuía essa renda.

Foi na criação de animais que outra agricultora enxergou a possibilidade de melhorar sua vida. Para tanto, na visão dela, é preciso ter planejamento, criar a estrutura antes de fazer crescer o rebanho de bodes e cabras. Com essa ideia fixa na cabeça Dona Ivonete Rodrigues, da comunidade Negros, em Remanso, iniciou o plantio de leucena, uma planta forrageira muito utilizada na alimentação animal. Embora fosse boa, a ideia esbarrou na falta de uma forrageira para preparar o alimento a ser servido para os animais. Com o projeto, a comunidade recebeu uma forrageira para uso coletivo e hoje dona Ivonete usa o equipamento comunitário para triturar diversas espécies de plantas, que estão por todos os lados, desde o quintal até a roça.

“Depois do projeto melhorou bastante as atividades, porque antes eu já plantava leucena, mas eu não tinha como estar aproveitando. Hoje com o projeto a gente recebeu a máquina forrageira e hoje eu estou aproveitando melhor a ração e tô tendo até uma renda com isso”, analisa Ivonete. Ela usa parte da ração produzida na propriedade e vende o excedente.

No Território Sertão do São Francisco o Irpaa assessora mais de 700 famílias através do projeto Bahia Produtiva, uma ação da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional, órgão ligado a Secretaria de Desenvolvimento Rural – SDR. O projeto é fruto de um acordo de empréstimo entre o Governo do Estado da Bahia e o Banco Mundial.

 

Texto e foto: Comunicação do Irpaa 


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