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Oficinas despertam para a produção agroecológica com redução de custos no Semiárido

Oficinas despertam para a produção agroecológica com redução de custos no Semiárido

As famílias assessoradas pelo projeto Semiárido Produtivo estão vivenciando a segunda rodada de oficinas municipais, realizadas em 27 municípios, nos cinco estados (BA, AL, SE, PE e PI) que fazem parte do projeto. Nos eventos, as/os agricultoras/es debatem, trocam experiências e praticam atividades ligadas à produção agroecológica e comercialização.

A comunidade Inchu, em Jacobina, na Bahia, recebeu uma dessas oficinas. As/Os participantes se reuniram na residência do agricultor Valdenor Barbosa, onde debaterem o tema principal da oficina: o uso da mandioca na alimentação animal. Segundo a agricultora Elide Mendes, a família dela já utilizava a mandioca na alimentação animal, porém “algumas coisas não utilizava de forma correta”, confessa ela. Elide cita como exemplo o aproveitamento da folha da mandioca. “A gente jogava lá para as cabras, elas lá se viravam. Hoje eu tenho esse conhecimento e vamos utilizar como farelo”, explica a agricultora.

O grupo de agricultoras e agricultores produziu farelo e silo utilizando raiz, caule e folha de plantas como mandioca e capim-de-corte, que serão inseridos na alimentação de aves, caprinos e ovinos, o que certamente reduzirá o custo de produção, garantindo, a qualidade do alimento servido aos animais.

Outro município que teve como pauta a alimentação animal foi Cacimbinhas, em Alagoas. Na comunidade Cachoeira, as/os beneficiárias/os do município e outras pessoas da comunidade participaram das práticas de preparação de sal vitamínico e ração para aves, utilizando moringa. O grupo foi estimulado a cultivar um campo de forragens com moringa e gliricídia em consórcio com a palma.

No estado vizinho, em Poço Redondo-SE, a oficina serviu como um despertar para práticas simples que podem ajudar muito as famílias do Semiárido. “Eu não sabia que o feijão andu servia de silagem para os animais”, revela Rosângela Martins, que mora na comunidade Lagoa Dantas, Poço Redondo-SE. Ela conta ter aprendido que pode cultivar maniçoba, xique-xique, mandacaru e palma para utilizar na alimentação animal.

O mesmo evento serviu de estímulo para a agricultora Luciene Ferreira Santos, da comunidade Bom Jardim, em Poço Redondo. “Dá para a gente aproveitar bem, despertando para o que, às vezes, a gente sabe e não faz, que é aproveitar o tempo de inverno, das chuvas, para colher o mato e armazenar para os animais”, detalha Luciene.

A sensação de descoberta, sentida em Sergipe, é semelhante ao sentimento vivenciado pelo agricultor Guilherme de Moura, morador no Assentamento União, em Geminiano-PI. Guilherme expõe que não sabia que poderia baratear o custo de produção com algumas plantas que existem na comunidade. “Através dessas oficinas, dos ensinamentos, nós descobrimos que muitas coisas nós podemos produzir sem ser preciso comprar. Isso gera economia para nós, gera um benefício para a natureza, porque muito dessas coisas que a gente comprava tinha química, veneno”, evidencia o agricultor piauiense.

Na comunidade Teiú, em Ouricuri-PE, a oficina teve outro foco e envolveu beneficiárias/os do projeto, integrantes do Grupo de Mulheres do Teiú, representação do Governo do Estado e do Empório Caeté, uma loja que escoa parte da produção da região do Araripe, fruto da organização de agricultoras/es familiares.
O encontro debateu produção orgânica e organização para a comercialização. “A participação do Empório Caeté foi fundamental para trazer a importância até da linguagem que a gente utiliza quando vamos vender a nossa produção”, destaca Lourisvanda Souza, agricultora e Coordenadora Regional da Secretaria Estadual da Mulher na região do Araripe. Ela salienta ainda o aprendizado sobre técnicas sanitárias e comerciais, apresentadas pela equipe do Irpaa para melhorar a qualidade dos produtos. De acordo com Lourisvanda, utilizando-se dessas técnicas, é possível “vender mais e melhor”.

Unindo forças

Em Jacobina-BA, o Irpaa e a Cooperativa de Consultoria Pesquisa e Serviços de Apoio ao Desenvolvimento Rural Sustentável - Coopeser realizaram juntos a oficina. “Tivemos a oportunidade de trabalhar a integração dos grupos, visualizando a troca de experiências”, explica Gleise Santos, técnica da Coopeser, entidade que executa o Pró-Semiárido, projeto do Governo do Estado da Bahia. A técnica espera que a troca de saberes entre agricultoras/es possa contribuir para melhoria dos estoques de alimento animal.

O Semiárido Produtivo é um projeto executado pelo Irpaa, com recursos advindos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES.

Texto: Comunicação do Irpaa
Fotos: Eixo Produção

 


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