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Seminário pauta fortalecimento interno de grupos do projeto Bahia Produtiva

Seminário pauta fortalecimento interno de grupos do projeto Bahia Produtiva

Representantes das associações, cooperativas e colônia de pescadores/as assessoradas pelo Irpaa através do projeto Bahia Produtiva, participaram do IV Seminário Territorial para Representantes dos Empreendimentos. O evento, realizado nos dias 26 e 27 de fevereiro, no Centro de Formação Dom José Rodrigues, debateu o fortalecimento da organização interna e meios para o aumento da produtividade.

Na visão da equipe do Irpaa, o aumento na produção em empreendimentos de base comunitária está diretamente ligado ao fortalecimento do seu capital social. Segundo José Moacir, colaborador do Irpaa, o capital social “é a força de organização, união que um determinado grupo tem. Essa força é medida pela confiança que o grupo tem entre si, pela participação, pela cooperação nas atividades que a associação desenvolve”, explica.

Melhorar a organização interna foi a temática central do Seminário, assunto escolhido após observação da equipe do Irpaa nas atividades de assessoria técnica junto as comunidades. Segundo Lorena Melo, Assistente Territorial do Projeto Bahia Produtiva, “o debate trazido para esse seminário chegou no ponto certo, que é perceber as relações que existem no projeto. Um exemplo é a parte técnica, que trabalha a assessoria e as pessoas. É uma rede onde não se pode quebrar nenhum fio”, declarou Lorena.

Durante o seminário, as equipes do Irpaa e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional – CAR mostraram que conseguir avanços na parte técnica sem fortalecer as relações internas pode ser um caminho perigoso. Não é difícil encontrar casos de associações que alcançaram conquistas importantes, mas não avançaram na produção. Segundo José Moacir, estes são exemplos de grupos onde o capital social está enfraquecido e a chegada de um equipamento, por exemplo, causará discórdia, podendo ocasionar o desuso do bem conquistado. Por outro lado, se o capital social estiver fortalecido o grupo continua unido, faz um plano de uso e o equipamento tem longa duração, servindo à comunidade.

Em consonância com a ideia apresentada por Moacir, Egnaldo Xavier, Técnico em Desenvolvimento Agroindustrial do Pró-Semiárido, conta que é comum nas comunidades o desejo de conquistar equipamentos, realizar construções, gerir recursos. Entretanto, o que deveria estar em primeiro plano seria a organização interna.

Para Antônia Dias, secretária da Associação da Tribo Indígena Truká de Sobradinho, o seminário “foi muito proveitoso porque abrange todos os aspectos”. Ela destacou as relações de trocas de experiências entre as/os participantes e didática da equipe do Irpaa. “Eles querem que você perceba onde você não está adequando direito seu projeto. Mas eles não dizem de forma direta, eles mostram para você através das dinâmicas, através das falas, das orientações técnicas”, aponta Antônia.

Segundo a agricultora, inicialmente, isso até causa um desconforto, mas é algo necessário no processo de construção do conhecimento. “Quando você passa a perceber suas fragilidades, você também passa a perceber que você deve ter uma retomada de atitude naquela sua postura de decisão, que muitas vezes já estava pronta e acabada e você tem que replanejar tudo de novo para que o processo dê certo”, opina a liderança.

Para André Rocha, colaborador do Irpaa, o seminário foi importante para “avançar nos aspectos produtivos, que requer uma evolução no manejo com os animais, no tipo de insumo que se utiliza, interno ou externo à propriedade, mais voltado para os princípios da agroecologia ou mais distante, dialogando com a proposta de Convivência [com o Semiárido] ou não”. Segundo André, até o seminário de setembro as/os dirigentes de grupos produtivos ainda não dedicavam muito esforço a essas temáticas, pois se preocupavam muito com questões burocráticas do convênio. Agora o colaborador do Irpaa diz perceber maior emponderamento das/dos representantes dos empreendimentos para “debater aspectos relativos a produção e a produtividade, que precisam melhorar para alcançar o objetivo final do projeto”


Integração de ações

Egnaldo Xavier diz que é necessário que as ações do Bahia Produtiva e Pró-Semiárido – projetos financiados pelo Governo da Bahia – estejam integradas "para que os investimentos sejam traduzidos em resultados”, defende Egnaldo. O técnico conta que o Pró-Semiárido está investindo quase 20 milhões só em projetos de agroindústria. Além da articulação de políticas públicas, Egnaldo acredita ser necessária a integração entre a base produtiva e as agroindústrias e estas entre si, bem como “somar esforços de quem produz, de quem processa, com quem consome”.

Texto e foto: Comunicação Irpaa

 

 


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