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Entidades de Assessoria técnica e extensão rural realizam última formação do método lume

Entidades de Assessoria técnica e extensão rural realizam última formação do método lume

Na terça feira (21) realizou-se, de maneira remota, a última oficina de capacitação sobre o método Lume. O método Lume: análise econômico-ecológica de agroecossistemas, foi desenvolvido pela AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia, entidade que trabalha para o fortalecimento da Agricultura Familiar e a promoção do Desenvolvimento Rural Sustentável. Esta oficina faz parte da ação de qualificação das equipes que prestam serviço de Assessoria Técnica Continuada (ATC) às comunidades envolvidas no projeto Pró-Semiárido. Ao todo foram quatro etapas de capacitação, envolvendo dez organizações da sociedade civil que realizam a ATC, e 41 famílias agricultoras e seus agroecossistemas.

A programação da última oficina foi dedicada a apresentação das últimas sistematizações realizadas sobre os agroecossistemas e as observações da coordenação pedagógica. No período da tarde foi realizada a avaliação das capacitações realizadas e as perspectivas de trabalho. De acordo com Denis Monteiro, agrônomo da AS-PTA que acompanhou a capacitação com as equipes, aponta que o Lume é um método que busca ter olhar sistêmico e que possibilita entender a multifuncionalidade dos agroecossistemas. Denis acrescenta que “a estratégia da agricultura familiar é uma estratégia baseada na reciprocidade, e que contempla tanto a produção para o autoconsumo, quanto a produção de diferentes alimentos que são vendidos nos mercados, então é uma estratégia de diversidade”, avalia.


Carlos Henrique, agrônomo da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e que coordena o componente de desenvolvimento produtivo, mercado e sustentabilidade ambiental do Pró-Semiárido, destaca que o método se utiliza de parâmetros utilizados pela busca da autonomia, a integração social, a reciprocidade, a equidade de gênero, o protagonismo da juventude. Ele também aponta que no aspecto econômico, o método é interessante pois leva em conta diversos aspectos. “Os métodos tradicionais de avaliação só leva em conta aquilo que vai para o mercado, e nós observamos que essa economia, que gira em torno da agricultura familiar, tem um peso muito grande no estoque, nas trocas, doações, no auto consumo”, aponta Carlos Henrique.

Ao final da oficina um dos elementos que se destacou foi como o Lume tem um potencial para o aperfeiçoamento do trabalho desenvolvido pelas entidades que prestam serviços de Ater. Para Danielle Martins, a agrônoma e colaboradora do Irpaa, as capacitações ajudaram a transformar as concepções tecnicistas e voltadas para o agronegócio ensinadas na universidade.

Ela acrescenta que o trabalha do Lume também trouxe inúmeras reflexões quanto às questões de gênero. Com esse método, ficou visível o quanto as mulheres estão inseridas em diversos espaços sociais e de vida, participando na organização da sua comunidade, além dos trabalhos doméstico, também ocupam espaços de participação social, e em alguns casos a pluriatividade. “A metodologia nos mostrou que a riqueza socialmente produzida por estas mulheres, foram maiores que a riqueza produzida pelos homens. Percebe-se também, que a jornada de trabalho da mulher é maior que a soma do tempo total de trabalho realizado pelos homens”, enfatiza.

A perspectiva é que as entidades deem continuidade às análises, no âmbito do Pró-Semiárido, e internalizem a metodologia em outros projetos de atuação para dar visibilidade as ações de convivência com o Semiárido.

O Pró-Semiárido é uma projeto que atua em 32 municípios, acompanhando 782 comunidades, e que estabeleceu uma parceria entre as organizações da sociedade civil e o governo do Estado através da CAR / SDR, com recursos do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida).

Texto e Foto: Comunicação Irpaa


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