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Tecnologias de reuso de água em Escolas Famílias Agrícolas contribuem para saneamento básico e educação contextualizada

Tecnologias de reuso de água em Escolas Famílias Agrícolas contribuem para saneamento básico e educação contextualizada

Reutilizar a água usada em atividades cotidianas como: lavar louças, lavar roupas e tomar banho é uma ação que contribui para o uso sustentável da água, um bem natural tão importante para a manutenção da vida das pessoas, plantas e animais. Assim, as tecnologias de reuso de água já implementadas em algumas comunidades, estão sendo inseridas também nas Escolas Famílias Agrícolas (EFAs), através do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa) em parceria com a Rede das Escolas Famílias Agrícolas Integradas do Semiárido (Refaisa), o Instituto Nacional do Semiárido (Insa) e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). Essa ação conta com apoio das entidades internacionais de cooperação Misereor e Cáritas Alemã.

As tecnologias de reuso de água fazem parte do saneamento básico, já que a zona rural não dispõe desse serviço. Assim, é possível realizar o saneamento básico contextualizado através do tratamento dos resíduos líquidos e também aproveitar essas águas nos cultivos de ervas medicinais, plantas frutíferas e forrageiras.

Dentro das tecnologias de reuso de água, o Irpaa trabalha com três tecnologias: a Bacia de Evapotranspiração (BET)- para tratamento das águas usadas na descarga de sanitários; o sistema Bioágua- viabiliza o reuso das águas cinzas; e o sistema de tratamento do esgoto total- realizado a partir de um reator anaeróbico e lagoas de polimento. Essas três tecnologias têm resultados satisfatórios na zona rural e contemplam as ações de Convivência com o Semiárido.

Nessas localidades, os resíduos líquidos, geralmente, são destinados à fossa sumidoura que contamina o lençol freático, e também ficam nos fundos das casas, sem nenhuma forma de tratamento, o que ocasiona o surgimento de insetos, além de prejudicar a saúde das famílias. Desse modo, “A partir do saneamento básico rural, a gente realiza ações que contemplam o meio ambiente, a saúde das famílias e também é um estímulo à produção, porque a gente aproveita a água duas vezes: uma vez utilizando dentro da residência, depois de utilizada, a gente faz o tratamento e reutiliza nos quintais nas áreas de produção”, pontua o colaborador do Irpaa, Clérison Belém.

As tecnologias de reuso de água implementadas a partir de 2020 nas EFAs permitem que as escolas desenvolvam um saneamento básico rural, e façam o reuso da água para aproveitamento nos sistemas agroflorestais, que são formas de uso ou manejo da terra, com cultivos agrícolas e/ou criação de animais apropriados à região, de forma simultânea ou em sequência temporal que promovem benefícios econômicos e ecológicos. Além de permitirem a realização de aulas práticas sobre questões ambientais e atividades produtivas.

Até o momento, o sistema de reuso de água foi implantado em cinco escolas de famílias agrícolas nos municípios de Alagoinhas, Antônio Gonçalves, Irará, Monte Santo e Sobradinho; e mais oito estão em processo de construção em outras localidades, com perspectiva de estarem prontos até o mês de junho. Assim, será possível que as 13 EFAs, 12 no estado da Bahia e uma em Sergipe, que compõe a Refaisa, voltadas à educação contextualizada, reutilizem a água usada no dia a dia no cultivo.

Para, além disso, o diretor-presidente da Refaisa, Tiago Pereira, destaca que “A grande novidade é que a tecnologia do reuso nas EFAs agora é mais um laboratório prático de formação dos estudantes, das juventudes do campo. Até então, as EFAs tinham 14 laboratórios, também chamados de setores de produção: criação de galinhas, criação de caprinos, compostagem, forrageiras, (...). E agora, com a tecnologia do reuso foram implementados mais dois laboratórios, o reuso de água que também vai ser manejado pelos estudantes e os sistemas agroflorestais com o reaproveitamento dessas águas para a introdução de uma agricultura que segue os princípios da natureza”.

Nesse sentido, a fim de proporcionar uma educação contextualizada e significativa, a diretora da Escola Família Agrícola de Irará-BA, Lucimara Santos da Silva, aponta que “A oportunidade de você ter uma tecnologia implantada na escola, além de proporcionar um módulo didático para fazer as aulas, a gente pode fazer a interdisciplinaridade, porque o tratamento de água envolve processos químicos, físicos, biológicos (...) Além do mais, a gente tá fazendo o tratamento de uma água que tinha um potencial poluidor tanto para o solo quanto para o lençol freático”. A EFA de Irará concluiu a instalação do sistema de reuso de água em janeiro deste ano.

Da mesma maneira, o coordenador da EFA na comunidade Lagoa do Pimentel em Monte Santo-BA, Nelson de Jesus Lopes, afirma que a tecnologia de reuso de água nas escolas é importantíssima porque “traz a prática de utilizar a água em atividades agrícolas, principalmente, na irrigação. Isso aumenta o potencial de produção, aumenta a sustentabilidade da escola. Traz também a questão do aprendizado, o estudante vai ver na prática o reuso da água (...) a gente tá economizando, tá utilizando um bem que a gente sabe que é finito”.

Dessa forma, as implementações de tecnologias de reuso de água nas EFAs beneficiam as famílias, o meio ambiente e o processo de ensino aprendizagem dos(as) estudantes. E também servem como modelo para políticas públicas apropriadas para a Convivência com o Semiárido.

Texto: Eixo Educação e Comunicação
Foto: Clérison Belém e Refaisa


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