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Produção diversificada surpreende participantes de Feira da Agricultura Familiar em Campo Alegre de Lourdes

Produção diversificada surpreende participantes de Feira da Agricultura Familiar em Campo Alegre de Lourdes

A diversidade de cores, sabores e cheiros presente na produção dos agricultores e agricultoras familiares, exposta na Feira da Diversidade do Sertão, em Campo Alegre Lourdes, realizada no último dia 14, no centro da cidade, mostrou para o município que é possível alimentar-se a partir da agricultura familiar durante todo o ano, mesmo nos períodos de estiagem.

Banana, mamão, cheiro verde, verduras eram alguns produtos presentes na barraca da agricultora Roseni de Assis, da comunidade de Taboa. Com alegria e orgulho, a agricultora afirma que sua produção é oriunda do seu quintal produtivo: “eu mais meu esposo trabalhamos lá [quintal produtivo], a gente não usa nenhum tipo de agrotóxico, é tudo natural”, diz a agricultora. Ela ainda conclui que a família vem investindo na diversidade de cultivo e de atividades na propriedade, como produção agrícola e criação de animais de pequeno porte, para garantir produção durante todo o ano. “Essa feira é a oportunidade da gente tá expondo os nossos produtos, das nossas comunidades, tá muito bom (…) eu já conseguir vender um tanto, tô vendendo bem”, comenta Roseni.

A riqueza de produtos e a procura por alimentos de qualidade foram atrativos para a professora Vanilda Dias visitar a Feira da Diversidade. Depois de visitar as barracas e realizar suas compras, a professora defende a continuidade da feira: “eu estou achando legal, que sempre permaneça, eu acho que é muito bom para nosso município (…), contribui com as rendas, com os produtos que tá passando para os consumidores, a gente sabe que é uma alimentação sem agrotóxicos, então é legal”, declara Vanilda.

Esse anseio de manter a periodicidade da feira também é um desejo da Associação de Técnicos em Agropecuária e Apoiadores da Agricultura Familiar do Estado da Bahia, Ataf, uma das organizadoras da Feira. Para o jovem Edielson Cezar, membro da Ataf, as feiras comprovam o potencial da agricultura familiar. “Quando a gente anunciou a feira nesse período, período que já é de estiagem nessa região, muitas pessoas que não tinham conhecimento dos produtos que tinham nas comunidades, especialmente as pessoas da sede do município, nos perguntava se ia ter produtos para trazer para feira”, relata Edielson.

De acordo com o jovem Edielson, esse questionamento não abalou a associação, pois a organização conhecia a riqueza presente nas comunidades e a participação de aproximadamente 35 grupos de agricultores e agricultoras expondo e comercializando verduras, frutas, artesanato, bebidas, entre outros produtos, é a melhor forma de comprovar a riqueza presente no Semiárido. Além disso, a iniciativa visa chamar a atenção do poder público municipal para o potencial da agricultura familiar e a necessidade de trabalhar em ações que viabilize a comercialização desses produtos.

Edielson ainda defende que essa produtividade é resultado da junção de dois elementos: trabalho de formação e acesso dos agricultores e agricultoras às políticas públicas contextualizadas com o Semiárido, a exemplo do Ater e do P1+ 2. “Nos últimos anos, a gente teve muitas políticas públicas voltadas para a agricultura familiar (…), entidades que tem apoiado muito para esses avanços, os programas de assistência técnica, assessoria nas comunidades e também os agricultores que passaram a se identificar mais com o campo”, avalia Edielson.

Processo formativo

Além de proporcionar espaço de comercialização, a Feira da Diversidade também contou com momento para trabalhar o processo formativo do público, com a oferta das palestras: Feminismo e Agroecologia e Organização da produção para comercialização.

Para a representante do Sasop, Márcia Muniz, que ministrou o debate sobre Feminismo e Agroecologia, “associar o debate da agroecologia com o feminismo é muito importante, porque o grande lema da agroecologia é se afirmar como processo produtivo de desenvolvimento sustentável. Esse desenvolvimento não é só tecnologia, incorporação de novas tecnologias, mas também pensar as relações sociais, então o feminismo tem tudo haver com a agroecologia”, declara Márcia.

Para a agricultora Maria Souza, que já participou de outros espaços de debate em relação a agroecologia e feminismo, oportunizar essa discussão para os agricultores e agricultoras é muito bom e contribui para a mulher perceber o quanto seu trabalho é importante na geração de renda da família. “Nosso trabalho no quintal produtivo também dar dinheiro, não é só a criação de animais, e muitas vezes a gente também cuida das cabras e ovelhas ”, esclarece a agricultora.

A Feira da Diversidade também tem sido um campo fértil para a juventude da Rede Jovens da Caatinga desenvolver seu trabalho enquanto educomunicadores e educomunicadoras. A feira contou com a divulgação feita pela Rede, que durante toda a feira realizou transmissões ao vivo pelo facebook, mostrando a riqueza do evento. A cultura regional é outro elemento valorizado na feira, seja através do cordel, da dança, música, comidas entre outras manifestações.

A feira foi organizada pela Ataf, em parceria com o Sasop, e com o apoio da Rede Mulher, Articulação Paroquial Juventude, Fórum de entidades populares entre outras entidades locais.

Texto e fotos: Comunicação Irpaa 


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