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Projeto de Assessoria Técnica e Extensão Rural para Povos e Comunidades Tradicionais é avaliado em Uauá

Projeto de Assessoria Técnica e Extensão Rural para Povos e Comunidades Tradicionais é avaliado em Uauá

 União, aprendizado, conhecimento sobre leis, direitos e deveres, satisfação foram as palavras ditas pelos/as agricultores e agricultoras familiares na culminância de avaliação do Projeto de Assessoria Técnica e Extensão Rural para os Povos de Comunidades Tradicionais (Ater PCT), que aconteceu na cidade de Uauá - BA, nesta última quarta-feira (12/12). O encontro foi realizado pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa) e contou com a presença de representantes dos/as agricultores familiares dos três municípios de atuação do Projeto, além de parceiros como a Paróquia, a Cachiu, o Consea municipal, o Comitê de Ação ambiental e o STR de Uauá e Canudos e representante do Bahiater.

Na avaliação, os/as camponeses/as descreveram os pontos positivos, o que não foi alcançado e também quais as lições aprendidas ao longo destes três anos de projeto. Eles/as destacaram ainda a satisfação com o trabalho realizado pela equipe do projeto nos municípios, especialmente, as atividades realizadas pelos/as técnicos/as de campo.Outro ponto avaliado foi o Programa de Fomento às atividades produtivas rurais , como uma oportunidade para as famílias investirem/aprimorarem em atividades agropecuárias em suas propriedades e/ou incentivo para outras, como a produção de cosméticos usando plantas da Caatinga.

É o caso de Lucineide Almeida, da comunidade Sítio do Zacarias, Uauá. A agricultura criou junta a duas amigas um grupo para produção de cosméticos chamado de Beleza Nordestina. Lucineide explica como surgiu a iniciativa de montar o grupo. “Nós estávamos lá e já éramos participantes do Ater, eu já tinha esse curso [curso de produção de cosmético] desde 2007. Wemerson [o técnico] chegou e deu a ideia de formarmos um grupo, eu já sabia fazer o sabão, e uma coisa que seria individual, poderia se juntar e fazer algum comunitário com o recebimento do fomento, a gente se juntou e fez. E foi tudo através do Irpaa”, disse a agricultora. O grupo produz para a comercialização o sabonete da palma, o sabonete líquido ou em barra, o shampoo, o sabonete de aroeira em barra e líquido, e sabonete líquido de mel e e em barra

Para o técnico que prestou a Assessoria, Wemerson Cardoso, as conquistas que o projeto acarretou são importantes para as comunidades. Ele apontou como alguns dos resultados o envolvimento comunitário de três famílias para investir na construção de cisternas de produção, além da formação do grupo de mulheres que está que está trabalhando com o beneficiamento da palma, “[...] Então essas mulheres hoje já estão empoderadas, já participam de eventos, isso graças ao projeto de Ater”, avaliou o técnico.

A produtora Viviane Paiva Costa de Souza, integrante da Rede de Mulheres dacomunidade de Fazenda Frade, em Curaçá-Ba, avaliou como positiva a Assessoria prestada pelo Irpaa em sua comunidade, “o Irpaa em nossa comunidade tem um trabalho muito bom, muito bonito, porque o respeito é uma coisa que a gente não compra, conquista. E aos poucos o Irpaa foi conquistando nosso respeito, nossa admiração e hoje ele é muito importante pra gente”, concluiu Viviane.

Nelzidete Costa Santos colaborador do Irpaa e articuladora do projeto Ater nos municípios de Uauá e Canudos, considera que o projeto foi realizado com sucesso e que os resultados foram satisfatórios. “Os agricultores e agricultoras abraçaram o projeto, abraçaram a causa da Convivência como o Semiárido e nós conseguimos adquirir esses grandes resultados, isso porque os agricultores nos ajudaram muito com o projeto”, finalizou a colaboradora do Irpaa.

Desde 2016 o Irpaa desenvolve o projeto Ater para Povos e Comunidades tradicionais junto a 720 famílias, distribuídas em 24 comunidades das cidades de Canudos, Uauá e Curaçá. O projeto tem como missão principal contribuir para a melhor qualidade de vida dos moradores e moradoras do campo no território baiano e proporcionar a emancipação econômica, social, cultural e o desenvolvimento sustentável, de centenas de famílias camponesas. O Ater PCT é um projeto financiado do Governo do Estado, através da Bahiater/Secretaria de Desenvolvimento Rural - SDR.

Texto e foto: Comunicação Irpaa

 


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