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Festa do Umbu em Uauá anima produtores

Festa do Umbu em UauaUma grande festa para comemorar os frutos de um trabalho inovador realizado no meio do sertão. Esse foi o objetivo dos produtores da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá-COOPERCUC, com a realização da Iª Festa do Umbu-Árvore Sagrada do Sertão, que aconteceu no último sábado (24), na cidade de Uauá, na Bahia.

 

O evento foi o momento de celebrar as conquistas da cooperativa que atualmente  agrega 104 produtores no trabalho de beneficiamento de frutas nativas da caatinga, em especial o umbu, com a produção de doces, geléias e sucos, que  estão trazendo um sabor especial para a vida dos cooperados e para toda a cidade.

 

A Iº Festa do Umbu em Uauá demonstrou os resultados gerados pela cadeia produtiva dessa fruta tão peculiar do Semiárido, que nesta região, tem gerado excelentes oportunidades de emprego e renda no meio rural. O beneficiamento e comercialização dos produtos através da cooperativa, a cada dia, conquistam novos mercados nacionais e até mesmo internacionais, por ano, a COOPERCUC chega a exportar mais de 80 toneladas de produtos.

 

Do tacho para o fogão industrial

 

Tudo começou com um grupo de apenas 20 pessoas, o foco do trabalho era a busca da segurança alimentar das famílias que já utilizavam os frutos da caatinga nos períodos de safra. “Era preciso quebrar a perecividade das frutas para que no período de escassez, essas famílias tivessem uma fonte alimentar rica e barata”. Explica Egnaldo Gomes, gerente comercial da cooperativa.

 

Em pouco tempo, o potencial comercial da atividade surgiu como um novo desafio. Comercializar os produtos era uma alternativa viável de geração de renda, e consequentemente, de melhoria na qualidade de vida dos produtores, mas o caminho reservava surpresas e intempéries. “Com o aumento da produção surgiram às dificuldades comerciais, o mercado exigia o enquadramento nas regras de comercialização e foi preciso iniciar uma postura mais ‘profissional’. Por exemplo, surgiu a necessidade de ter CNPJ para comprar alguns dos produtos utilizados na fabricação dos doces. O nosso perfil exigia a necessidade oficialização como uma cooperativa, desse modo encontramos nosso suporte legal”, explicou Egnaldo.

 

Assim, no ano de 2003, foi criada oficialmente a COOPERCUC que rapidamente superou as expectativas e conquistou o comércio regional. Seus produtos eram vendidos um a um pelos cooperados entre amigos, vizinhos e nas feiras livres das cidades próximas. Hoje, com poucos anos de existência, a cooperativa já exporta para Áustria e França com expectativas de conquistar os mercados italiano e alemão.

 

Os doces, compotas, geléias e sucos produzidos na cooperativa também agradam os exigentes paladares no Brasil. Escolas, APAAES, hospitais, entre outras instituições, utilizam os produtos da COOPERCUC como complemento alimentar, formando um público de aproximadamente 54 mil consumidores.

 

O evento

 

Diante de tantos motivos para comemorar, a festa não poderia ser diferente. A programação teve inicio às 14:00 h com a realização de oficinas de Economia Solidária e Gastronomia, acompanhadas de perto pelos olhos atentos dos produtores.

Realizadas gratuitamente em plena praça da cidade, as oficinas atenderam a um público animado com as novidades discutidas no evento, como o Sr. Isaias, pequeno produtor da localidade de Testa Branca, distante 25 km da sede do município.Ele chegou cedinho para participar das atividades e logo decidiu por acompanhar a oficina sobre Economia Solidária que teve como tema 'Uma outra economia acontece'. “Estamos discutindo nessa oficina aquilo que existe de mais importante para o pequeno produtor, a força do cooperativismo e a maneira correta de trabalhar com os recursos que possuímos.” Destacou Sr. Isaias.

 

A pesquisadora e coordenadora da oficina Carmem Alves, da Universidade Federal de São Carlos-UFSCAR, ratifica a informação. “O grande diferencial da economia solidária é que o produtor possui a cadeia produtiva por completo. Através das redes, associações, das cooperativas, ele tem acesso tanto aos insumos, quanto a comercialização independente de grandes indústrias. Na economia solidária não existe o propósito do lucro concentrado, o lucro está repartido para diversas pessoas, é uma economia inclusiva e nunca exclusiva. Ela resgata a dignidade do homem e não a concentração de renda”.

 

Ao lado da oficina sobre economia solidária, mais de setenta pessoas prestigiaram a discussão sobre Slow food e Ecogastronomia, que abordou a importância de produzir alimentos respeitando o meio ambiente e as pessoas que os produzem. Após a apresentação os participantes puderam apreciar inúmeras receitas que possuíam o umbu como principal ingrediente. Bolos, brigadeiros, rocamboles, casadinhos, trufas, sorvetes e mousses foram degustados e aprovados pelo público.

 

“Podemos fazer qualquer coisa com o umbu, basta criatividade e vontade”, explicou a chefe de cozinha Luceli Góes, responsável pela preparação dos produtos expostos. Durante a oficina, os participantes ainda foram contemplados com uma receita criada especialmente para o evento, batizado de Bode a Uauá, a delícia, que também tem o umbu como ingrediente, foi rapidamente aprovada pelos presentes.

 

No final da tarde, um momento simbólico marcou a festividade. Em frente à igreja de São João Batista, os agricultores plantaram uma muda do umbuzeiro e realizaram uma reflexão sobre a importância da preservação da árvore símbolo do nordeste brasileiro. À noite a programação incluiu um concurso de poesias e muita música.


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