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"Avanço da desertificação tem um ciclo muito próximo com a mineração", declara pesquisador

A maioria das pesquisas apresentadas no 11 Simpósio Brasileiro de Captação e Manejo da Água de Chuva – SBCMAC 2018, em João Pessoa-PB, dão conta de técnicas e tecnologias para captação, armazenamento e tratamento da água de chuva. Mas o evento também tem espaço para debater questões relacionadas às mudanças climáticas e as interferências feitas pela humanidade no ambiente natural.

Em sua fala, durante uma mesa redonda, o professor pesquisador Ethan Barbosa, da Universidade Estadual da Paraíba - PB, apontou a contribuição humana na região para o crescimento da desertificação. “O Semiárido hoje é um grande laboratório de desertificação, onde acontecem hoje ações que vão repercutir no futuro em outras paisagens”, denuncia o professor paraibano.

Segundo Ethan Barbosa, existe um ciclo de escassez de chuvas por conta de questões naturais e aliado a isso a ação antrópica. O pesquisador cita como causadores do avanço da desertificação a falta de planejamento na ocupação do solo, o desmatamento, atividades minerarias, industriais e pecuárias. Em alguns casos foi verificada a extinção de nascentes. “Isso tem prejudicado as bacias hidrográficas, os mananciais, as nascentes, as zonas de produção de água e isso, certamente adicionado ao ciclo hidrológico, tem trazido problemas sérios para o Semiárido”, reforça Ethan Barbosa. O professor da UEPB entende que há uma relação muito próxima entre a mineração e os problemas ambientais. “O avanço da desertificação tem um ciclo muito próximo com a mineração”, resume o pesquisador que durante sua apresentação exibiu várias imagens de áreas degradadas.

A combinação entre degradação ambiental na bacia do Rio Paraíba, as mudanças climáticas e o crescimento populacional expuseram a região de Campina Grande (município onde, segundo o IBGE, vivem mais de 400 mil pessoas) a uma situação de quase colapso hídrico, quando os principais açudes chegaram ao volume morto. Essa situação, na opinião de Ethan, justifica a transposição das águas do Rio São Francisco para rios no território paraibano.

Pouco tempo após a chegada das águas do Velho Chico a população foi surpreendida com o odor e a coloração do líquido que saía das torneiras. Um tipo de alga presente nas águas do São Francisco havia encontrado condições favoráveis para se propagar nos açudes paraibanos e acabou causando prejuízos. “A companhia de água teve que fazer investimentos vultosos para contornar esse problema”, revela o professor. De acordo com ele, o problema pode voltar a ocorrer, pois sua causa se deve a introdução de espécies exóticas.

O SBCMAC 2018, realizado pela Associação Brasileira de Captação e Manejo da água de Chuva – ABCMAC, iniciou no domingo (11) com minicursos e segue com apresentações e visita técnica até hoje (14). Participam do evento pesquisadoras/es, professoras/es, estudantes, integrantes de organizações sociais, órgãos públicos e representantes internacionais que também debatem a captação de água de chuva na América do Norte e na África.


Texto e foto: Comunicação do Irpaa
 


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