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Live em comemoração à Educação Contextualizada aponta desafios em tempos de pandemia

Live em comemoração à Educação Contextualizada aponta desafios em tempos de pandemia

No dia 28 de abril, comemora-se o Dia da Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido, data instituída pela Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (Resab) em 2015, por também se tratar do Dia Nacional da Educação. Como forma de celebração, a Resab realizou uma live com o tema: Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido em tempos de Pandemia.

No evento, estiveram presentes: Vera Carneiro, representante do Movimento de Organização Comunitária (MOC); Elmo Lima, professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI); Adelaide Pereira da Silva, representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT–PB); Ana Maria Vergne, professora da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e Edilene Barbosa Pinto, pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). Tendo na mediação do debate, o professor Edmerson dos Santos Reis, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

A live inicia com uma fala de Edmerson, apontando que o encontro tem como objetivo retomar a caminhada realizada pela Educação Contextualizada e os desafios vividos na atualidade. Ele também destaca o papel que a sociedade civil organizada tem na defesa da Educação como direito e inspiração para a vida e militância.

Nesse sentido, a Educação Contextualizada se propõe a criar um novo olhar e conceito sobre o Semiárido, considerando suas particularidades e sensibilidades, tendo na escola, um espaço de promoção do conhecimento, de produção de novos valores, construindo uma nova ética no relacionamento entre homem e natureza.

O professor Elmo Lima, retoma a trajetória histórica de construção deste conceito na Resab, quando se pautou por um projeto de desenvolvimento da convivência com o Semiárido em contraposição à lógica do combate à seca. Elmo também reforça que as primeiras experiências pedagógicas desenvolvidas pelas organizações sociais bebem da fonte inspiradora da educação popular, que alimenta a base teórico-metodológica que dá vida à Educação Contextualizada, formas de educação significativas, que neste momento estão sendo ameaçadas por ideias conservadoras. “Neste momento tão desafiador é preciso resgatar um pouco da nossa história, da nossa trajetória de luta, para que possamos pautar nossos passos no sentido de resistir e superar este momento desafiador que estamos vivendo”, destaca ele.

Na fala da representante da CPT, Adelaide Silva, fica evidente que a Educação Contextualizada também se embasa nos debates acumulados pela Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), ao longo dos anos na região, em defesa do paradigma da Convivência com o Semiárido.

Adelaide acrescenta que para se efetivar a Educação Contextualizada, é preciso que se mude a escola, pois dentro do espaço escolar é preciso aparecer questões, que até antes eram esquecidas ou marginalizadas, como, por exemplo, o debate da Caatinga. “A proposta de Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido, assim como a proposta de Educação do Campo, só se efetiva na medida em que se muda a escola”, aponta Adelaide.

Na sequência, a professora da UFAL, Ana Maria, destaca o papel atuante das organizações da sociedade civil e do poder público em Alagoas, para que os estudantes que moram no campo não sejam prejudicados/as nos estudos por conta da pandemia e do histórico de exclusão existente. Em seguida, a representante do MOC, Vera Carneiro, conta como foi a caminhada da instituição em defesa da Educação Contextualizada e como tem sido a atuação da Ong neste momento de pandemia, que busca sempre a aproximação com as famílias e com professores e professoras nos territórios de atuação.

Já a pesquisadora da Fundaj, Edilene Pinto, aborda a contribuição da instituição no que tange seu papel para o contexto educacional no âmbito do Semiárido brasileiro e para a Educação Contextualizada. Ela também relembra que desde 2006, a Fundaj tem relação com a Resab, ajudando na realização de pesquisas, bem como, na republicação do livro Conhecendo o Semiárido 1 e 2, na perspectiva de avançar em âmbito institucional.

Ao final do evento, Edmerson Reis faz alguns apontamentos acerca das contribuições colocadas pelos/as palestrantes/as e abre para as considerações finais. O evento está disponível na íntegra no canal PPGESA no YouTube.

Texto: Eixo Educação e Comunicação
Foto: Resab 


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