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II Encontro Semiárido e Educação discute políticas públicas de educação

II Encontro Semiárido e Educação discute políticas públicas de educação

“Ninguém consegue ler o mundo com propriedade sem aprender a ler o seu lugar. O Semiárido é lugar de vida e de possibilidades, e isso tem que está no livro didático tem que está na escola”, afirma o professor Edmerson Reis durante a mesa de abertura do II Encontro Semiárido e Educação: convergências, impasses e possibilidades, que aconteceu na manhã da última quarta- feira, em Petrolina – PE.

A mesa de abertura foi formada pelo presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Antônio Campos, o diretor de Pesquisas Sociais (Dipes), Carlos Osório, a coordenadora do Centro de Estudos em Dinâmicas Sociais (Cedist), Edilene Pinto, Vanessa Matos, representando a Secretaria de Educação Básica do Ministério de Educação, o secretário-executivo da Resab e professor da Universidade do Estado da Bahia, Edmerson Reis e Luska Portela, vice-prefeita de Petrolina.


“Acredito na educação como a força que pode transformar um país profundamente”, afirmou Antônio Campos. A Fundaj é a organizadora do Encontro em parceria com a Resab e a prefeitura de Petrolina. O evento, que começou ontem (24), conta com a presença de educadores/as, gestores/as escolares, estudantes, pesquisadoras/es, representantes da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), secretários municipais de educação de todos os estados do Nordeste e do Norte de Minas Gerais, prefeitos/as, e tem por objetivo discutir proposta de políticas públicas voltadas para Educação Contextualizadas.

“Se o poder público não se permite ouvir a sociedade ele continua atirando às cegas […] pulverizando recursos, mas não consegue dar conta de produzir os resultados necessários. Então, nossa luta é por uma educação contextualizada no Semiárido brasileiro e também pela busca de ressignificar as imagens que foram construídas dessa região ”, aponta Edmerson Reis.


Educação contextualizada: Convergências, impasses e possibilidades

A professora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Maria do Socorro Silva, conduziu a conferência “Educação contextualizada: Convergências, impasses e possibilidades”. Durante sua fala a conferencista declarou que “a educação contextualizada tem buscado ocupar, relacionar e lutar pela escola como um espaço de direito, de resistência e de territorialidade”. Ela também aborda que os lobbys das editoras existentes no país contribui negativamente “a diversidade das temáticas que estão dentro das escolas que trabalham na perspectiva da educação contextualizada é de uma riqueza imensa, ressignifica o universal, o tal do conhecimento universal”, explica Silva.

Outro espaço importante na programação do evento foi o Workshop “Uma política de educação para o Semiárido brasileiro”, onde foi compartilhada a caminhada da Resab e sua contribuição para o debate da educação contextualizada para a Convivência com o Semiárido. O professor Josemar Martins (Pinzoh) abordou como a educação universalizada é distante da realidade vivenciada no Semiárido.

O professor da Escola Família Agrícola de Jaboticaba, Fábio Bonfim, destaca que é difícil trabalhar a educação contextualizada nas escolas públicas tradicionais: “fazer isso na Escola Agrícola é muito mais fácil, na esfera pública, na estrutura do município, do estado é mais difícil, e bem mais engessado”, explica o professor que já lecionou em escola de ensino tradicional.

Já a secretária de educação de Afogados da Ingazeira (PE), Vera Tânia Morais, compartilhou que a maioria das escolas da região de Afogados está presente na área rural, e que desde 2002 o município trabalha com formação voltada para educação do campo. “Essas formações já buscam essa contextualização […]. A gente já tem na Rede uma formação continuada segura, já é uma política, não é mais um programa de governo é uma política bem consolidada”, declara.

A Secretária ainda aponta que as parcerias com outras entidades ajudam a fortalecer essa política, a exemplo da parceria com a Fundaj que vai possibilitar ao município trabalhar com o livro “Conhecendo o Semiárido - volume I e II”. Em relação a sua participação no Workshop, Tânia diz que “pensava que outros secretários também estivessem aqui para demostrar a ele [MEC] a força que nós temos enquanto Semiárido e necessidade que nós temos de uma política diferenciada”.

O II Encontro Semiárido e Educação: convergências, impasses e possibilidades encerra hoje (25) com a socialização das proposições consolidadas nos Eixos e Grupos de Trabalho, propostas estas voltadas para promover e consolidar a educação contextualizada.

Texto e Fotos: Comunicação Irpaa

 


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