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Diversidade temática é avaliada positivamente por jovens agentes do Projeto Bahia Produtiva

Diversidade temática é avaliada positivamente por jovens agentes do Projeto Bahia Produtiva

Os dias 16 e 18 de março foram as datas que marcaram a última de nove oficinas, parte de um processo formativo desenvolvido com jovens agentes comunitários desde 2017. A etapa final foi realizada de maneira virtual e teve a participação de jovens de oito municípios do Território Sertão do São Francisco.

O encontro representou mais um momento para Agentes Comunitários de Apicultura - ACAs e Agentes Comunitários Rurais - ACRs apresentar seus aprendizados e falar das conquistas alcançadas em pouco mais de três anos de assessoria às comunidades. Pedro Varjão, Agente Comunitário de Apicultura - ACA do município de Uauá, apresentou sua experiência de trabalho durante o tempo que tem assessorado as famílias integrantes da Associação dos Apicultores de Uauá – ASAPICUABA.

O jovem agente comunitário relatou o aumento de produtividade alcançado por alguns beneficiários e até mesmo o início de produção, protagonizado por alguns agricultores que no último ano chegaram a produzir mais de cinco toneladas de mel, um ótimo resultado para quem iniciou na atividade apícola a menos de quatro anos e enfrentou adversidades como o período final da maior seca prolongada já registrada no Brasil.

Pedro ainda falou sobre a troca de conhecimento proporcionada durante projeto e sua contribuição para a melhoria da produção das famílias. Quando começou a atuação no Bahia Produtiva, o jovem não tinha experiência na apicultura. “Eu entrei para dar assessoramento a eles e eles é que estão me dando um assessoramento à risca”, comenta agradecido pela troca de saberes. Aos poucos Pedro foi conhecendo mais sobre a atividade, ao tempo em que levava para os apicultores seus aprendizados recentes com foco no melhoramento do manejo, estratégia que rendeu bons resultados.

O agente contou que no início das formações alguns temas não estavam na pauta, mas que após o pedido das/dos jovens, temas como apicultura e pesca foram inseridos. “Tinham alguns temas que não estavam inseridos ainda: apicultura, pescado… Aí foi dito nas primeiras formações que precisávamos trabalhar mais nessas áreas [...] Na segunda ou terceira [formação] a gente já foi para o apiário, já falaram [a equipe do Irpaa] da pesca”, lembra Pedro.

Atentar ao que foi pedido por ACAs e ACRs fez parte de uma estratégia que envolveu também a diversificação de temas para além do foco produtivo do empreendimento assessorado. Dessa forma, mesmo associações que conquistaram investimento para a apicultura, por exemplo, receberam também orientações quanto à criação de ruminantes, galinhas e outros temas produtivos.

“No Semiárido os sistemas produtivos são bem interligados. As famílias geralmente têm duas ou três atividades produtivas. Ao pensar como seria este acompanhamento e essa formação dos ACRs a gente ponderou principalmente essas questões: diversidade dos sistemas produtivos e que as famílias da agricultura familiar têm um policultivo”, explica Ivonaldo Rodigues, colaborador do Irpaa que acompanhou o projeto desde o início.

Para Lorena Melo, Assistente Territorial da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional – CAR, o trabalho de formação desenvolvido com as/os jovens ACAs e ACRs “foi uma das experiências mais ricas que eu pude conviver e construir, presencialmente e através dos encontros remotos.”

A Assistente Territorial destaca que a formação levou em conta quesitos técnicos, sociais e humanitários. Segundo Lorena, este processo foi fundamental para jovens que, em sua maioria, vivenciaram durante o projeto a experiência do primeiro emprego.

Lorena demonstra compreensão da diversidade de saberes e condições de cada jovem que faz parte do grupo de ACAs/ACRs do Sertão do São Francisco. Ela celebrou o sucesso obtido pelas/os nas comunidades e atribuiu os bons resultados ao processo formativo da juventude e ao comprometimento coletivo. “Nós não jogamos nenhuma semente fora. Elas nasceram [...] E isso se deve ao processo de formação, ao comprometimento de cada um de nós”, delcarou.

O colaborador do Irpaa André Luiz se disse surpreso com a maneira como as/os jovens se adaptaram às formações à distância. “Eu analiso como muito proveitosa e de certa forma até surpreendente pela forma como ACAs e ACRs conseguiram se adaptar a esse novo jeito de fazer a oficina”, celebra.

André avalia como importante o momento de escuta das vivências de cada jovem agente. Segundo ele, durante as formações foi possível “ouvir a avaliação de ACAs e ACRs, que talvez sejam a peça fundamental, a engrenagem que faz andar este projeto [...] Esses depoimentos nos alimentam muito pela forma como eles avaliam, tanto a ação do Irpaa, quanto a ação da própria CAR.”

Atividades como encontro com dirigentes de empreendimentos, visitas técnicas e produção de videoaulas ainda devem acontecer antes da finalização do Projeto Bahia Produtiva, uma ação da CAR, empresa pública vinculada a Secretaria de Desenvolvimento Rural, que realiza o projeto com recursos advindos de um acordo de empréstimo entre o Governo da Bahia e o Banco Mundial.

Texto: Eixo Educação e Comunicação
Foto: Reprodução Zoom 


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