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Especialização da Univasf debate Convivência com o Semiárido e Mudanças Climáticas

Especialização da Univasf debate Convivência com o Semiárido e Mudanças Climáticas

A formação envolve 375 agentes de Ater, em cinco estados

A educação voltada para melhoria das práticas de uso da terra e do manejo da Caatinga é o foco da especialização em “Tecnologias de Baixa Emissão de Carbono Fortalecendo a Convivência com o Semiárido”, formação desenvolvida pela Universidade Federal do Vale do São Francisco – Univasf, em parceria com a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável – FBDS.


Com carga horária de 450 horas, a especialização reúne de forma remota, desde março deste ano, 375 participantes, integrantes de instituições que trabalham com assessoria técnica. Segundo a Pró-Reitora de Extensão da Univasf, Lucia Marisy, o curso visa “formar profissionais antenados com essa exigência mundial de produzir uma agricultura com baixa emissão de carbono” e assim contribuir para a construção de uma sociedade que valorize as populações do campo e faça uma ponte entre os saberes tradicionais e aqueles produzidos pela academia.


Para Amanda Monteiro, que faz parte de uma das turmas e presta assessoria técnica em comunidades quilombolas, a “pós-graduação vem mais uma vez para reforçar e nos alertar sobre a importância, a necessidade da gente aprender a conviver com o nosso povo e com o nosso clima”. Amanda faz parte da equipe da Associação de Assistência Técnica e Assessoria aos Trabalhadores Rurais e Movimentos Populares – Cactus, Ong sediada em Senhor do Bonfim-BA. Assim como ela, pessoas de outras 149 instituições, em 37 municípios, nos estados de Alagoas, Bahia, Pernambuco, Piauí e Sergipe participam de aulas, que são divididas em módulos.


A representante da Cactus afirma que os conhecimentos obtido durante as formações são utilizados no dia a dia durante as atividades de assessoria. “A gente leva esse conhecimento para a nossa vida profissional, a gente leva essas discussões, essas experiências que são partilhadas sobre essas tecnologias que vêm, sobretudo, com este perfil da Convivência com o Semiárido, com esse perfil da sustentabilidade”, complementa.


De acordo com Tiago Pereira, Coordenador Institucional do Irpaa, “o acesso ao conhecimento acadêmico é uma demanda das populações do campo, compreendendo a necessidade de ocupar este espaço, que historicamente não teve a presença das populações do campo”. Ainda segundo Tiago, esse conhecimento ajuda agricultoras/es a “potencializar suas atividades socioprodutivas, assegurando uma permanência digna no campo, já que o conhecimento é essencial para que as pessoas possam melhor se desenvolver em seus espaços”.

O Irpaa tem sido parceiro do curso, disponibilizando profissionais que contribuem no processo formativo das turmas da especialização. Para Tiago, esse processo formativo “contribui com a construção de conhecimentos que ajudam as populações a minimizar os impactos das mudanças climáticas sobre suas atividades produtivas”, temática que a cada dia tem estado mais presente nas discussões, tendo em vista o cenário de um clima extremamente afetado pelas ações da humanidade e dos impactos das mudanças climáticas na produção agrícola.


Conhecimento acadêmico, pesquisa e trabalho das Ongs

Lucia Marisy destaca a importância da contribuição da Universidade no debate da Convivência com o Semiárido e a adaptação às mudanças climáticas. A Pró-reitora da Univasf reconhece o trabalho que outras instituições já realizam há anos. “Várias instituições como o Irpaa, a ASA [Articulação Semiárido Brasileiro], a Agendha [Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia] e outras organizações não governamentais e a Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] já vêm trabalhando essas questões relacionadas aos cultivos mais adequados ao Semiárido, utilizando tecnologias mais apropriadas, tecnologias sociais de Convivência”, comenta Lucia.


Nos últimos anos o Irpaa tem desenvolvido um projeto que tem por objetivo trabalhar a proposta de Convivência com o Semiárido e Adaptação às Mudanças Climáticas, com apoio da Cáritas da Alemanha, que realiza formações em cinco estados do Semiárido, pautando a adaptação às mudanças climáticas e a mitigação dos seus efeitos. Além das atividades de formação estão sendo implantadas tecnologias de reuso das águas, o que contribui de forma propositiva para o saneamento rural, um direito que há décadas tem sido negado às populações rurais.

Texto: Eixo Educação e Comunicação do Irpaa
Imagem: Univasf

 


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