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"Onde tem o dedo da mulher as coisas têm diferença", afirma agricultora

Desde pequenas as mulheres são colocadas em contato com uma série de construções sociais que representam a forma cruel de como a sociedade privilegia os homens em detrimento da mulher. No Semiárido, as relações sociais no âmbito do gênero ainda são muito fortes, apesar dos avanços conquistados.


Na última década algumas políticas públicas ajudaram a fortalecer o papel feminino na sociedade. Ações como assessoria técnica específica e priorização de famílias chefiadas por mulheres em programas sociais representaram um reconhecimento fundamental à importância que as mulheres têm para a sociedade.


A participação feminina em espaços de decisão nas comunidades do Semiárido também tem sido crescente. “A gente tem avançado muito na participação das mulheres nos espaços como as associações, as cooperativas, os comitês”, avalia Ana Lúcia Santos, presidenta do Comitê das Associações Agropecuárias de Massaroca – Caam.


Ana Lúcia acredita que apesar do machismo ainda tão forte na sociedade, as mulheres têm vencido o limite do trabalho doméstico, imposto através das relações sociais, desde o início da vida. “As companheiras hoje pensam além”, explica a presidenta do comitê de associações que tem desempenhado um papel fundamental para a conquista de melhorias para as comunidades da região de Massaroca. “Onde tem o dedo da mulher as coisas têm diferença”, afirma Ana Lúcia.


Os avanços, contudo, não iludem Ana Lúcia. Ela sabe que ainda há muito a ser conquistado e que estamos diante de um cenário político bastante complexo. “A gente sente o retrocesso, até porque hoje a gente tem um desgoverno machista, que vem cortando políticas públicas voltadas para as mulheres”, analisa.


Para a Agente Comunitária de Saúde Mineia Clara, que representa um conjunto de associações no Comitê da Bacia Hidrográfica do Salitre, “enquanto as mulheres continuarem sendo excluídas dos espaços de decisão, as comunidades, nosso município, nosso país não muda. Exemplo disso foi o golpe contra a nossa presidenta Dilma. Esse golpe só fez com que a nossa sociedade sofresse o que tá sofrendo hoje”, contextualiza a agente de saúde.


“O papel da mulher na política social é de suma importância”, detalha Mineia. Ela conta que a presença feminina nos espaços de debate e decisão ainda gera incômodo e conflitos. “A gente ainda incomoda muito, o homem se incomoda com a presença feminina dentro dos espaços de decisão. A gente sente o machismo na pele”, conta.

 

Texto: Educação e Comunicação Irpaa 

Foto: Arquivo Irpaa


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