No SAB (Semiárido Brasileiro) encontramos de um lado bombas d’água motorizadas, de tecnologia avançada e do outro lado muitos equipamentos tecnologicamente antiquados, fabricados com matérias-primas inferiores e de vida útil curta. Existem os cataventos do tipo leque, nas suas torres de ferro, que lembram cenas do faroeste americano ou as pesadas bombas de braço, feitas em ferro fundido, com tecnologias da época da imigração alemã. E encontramos as mais modernas bombas elétricas centrífugas submersas que necessitam de um conjunto gerador para fornecer a energia elétrica trifásica onde não exista rede elétrica. Ou então bombas submersas, impulsionadas por painéis fotovoltaicos, controlados por microprocessadores. Faltava uma bomba manual resistente, de fácil manejo, de preço acessível e que pudesse aproveitar a água relativamente rasa e com vazão pequena do embasamento cristalino que predomina em 80 % desta região. Este artigo quer mostrar o caminho, antecedentes e circunstâncias que a introdução da Bomba d’Água Popular (BAP) tomou, além de descrever seu projeto tecnológico e sua utilidade.
Este artigo foi apresentado no 8º Simpósio de Captação e Manejo de Água de Chuva em Campina Grande, PB, 14 a 17 de agosto de 2012
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