A partir de uma parceria entre a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e Asa – Articulação do Semiárido Brasileiro, vem sendo desenvolvido em cinco estados do Semiárido (PI, SE, PB, BA e PE) o Projeto Inova Social. No último dia 06, o projeto foi apresentado para organizações que atuam no Semiárido baiano e que passam agora a ter ações articuladas com o referido projeto.
Com foco no fortalecimento da biodiversidade local, na Bahia, o projeto vai estimular Escolas Famílias Agrícolas – Efas a produzirem e difundirem mudas de plantas frutíferas da Caatinga, uma prática que já vinha sendo desenvolvida em cinco Efas a partir de financiamento do Governo da Bahia entre os anos de 2015 e 2017. As/os estudantes, além de se dedicarem às etapas de preparação das mudas nos viveiros existentes nas Escolas, também levam a experiência para suas comunidades, incentivando as mesmas a olharem a experiência como alternativa para geração de renda.
Espécies como umbuzeiro e maracujá da Caatinga, são as principais trabalhadas na perspectiva de viabilizar agroflorestas consorciadas com outras espécies, a exemplo das forragens, medicinais, etc. “É uma prática que envolve desde a formação, educação escolar nas Escolas Famílias Agrícolas a uma alternativa de renda para a juventude rural”, pontua Fabrício Bianchini, da Embrapa Semiárido, que acompanha o projeto na região.
Durante a reunião para socialização do projeto, representantes da Refaisa – Rede de Escolas Famílias Agrícolas Integradas do Semiárido, apresentaram a experiência. Josimar de Jesus, professor e monitor da Efai – Escola Família Agrícola de Itiúba, conta que os viveiros são laboratórios vivos explorados nas aulas, possibilitando conhecer mais sobre o Bioma local. Para ele, a expectativa agora é que com o Inova Social esta prática possa ser ampliada na Efai e demais escolas envolvidas.
A estudante da Efas – Escola Família Agrícola de Sobradinho, Tainá Mariana Gomes, relata que além de ter ajudado ela a compreender o potencial das plantas frutíferas da Caatinga, a partir do projeto foi possível animar sua comunidade, no interior de Juazeiro (BA), a investir nas agroflorestas. Ela destaca ainda a importância dos cultivos na área da Escola, citando que hoje vem suprindo parte da alimentação da comunidade escolar.
Na ocasião também foram apresentados projetos em execução pelo Irpaa e Sasop – Serviço de Assessoria a Organizações Populares, a exemplo de ações de valorização de sementes crioulas e prática de Recaatingamento. Conforme informou Tiago Pereira, diretor presidente da Refaisa, “a ideia é a gente articular o Inova Social, que vai focar na ação de fruticultura de sequeiro no Semiárido, o trabalho com sementes e com recaatingamento e desenvolver um processo de pesquisa-ação, tendo a agrobiodiversidade como centralidade”.
O Projeto Inova Social é financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e para seu funcionamento de forma democrática irá contar com um Comitê Gestor, o qual será constituído nesta região da Bahia com representantes das organizações presentes na reunião.
Texto e foto: Comunicação Irpaa




