O papel estratégico das mulheres na gestão hídrica é o mote do Dia Mundial da Água em 2026. Com o tema “Água e Gênero” e o lema “Onde a água flui, a equidade cresce”, a campanha da Organização das Nações Unidas (ONU) denuncia como a falta de acesso à água potável atinge desproporcionalmente mulheres e meninas, historicamente sobrecarregadas pelo trabalho doméstico e pela busca pelo recurso.
A programação prevê ações em escolas e comunidades rurais, além de um debate central no evento “Viva a Ilha”, que ocorre em 22 de março na Ilha do Fogo. As ações são fruto de uma articulação entre o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), Rede Mulher, Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), Secretaria da Mulher e Juventude de Juazeiro e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).
Adriana Nascimento, que integra a equipe do Irpaa, destaca sobre a importância de discutir a relação entre gênero e água, focando na convivência com o Semiárido e o protagonismo feminino: “Quando a gente fala de água, a gente também precisa falar na equidade de gênero, pois garantir o acesso seguro e próximo da casa, dessa água potável, deve ser um direito de todas. Assim, ajuda a melhorar a qualidade de vida e fortalece a autonomia de meninas e mulheres. A água é um direito humano e garantir esse direito para todas as pessoas também é um passo importante para a gente construir uma sociedade mais justa e igualitária”.
O debate busca confrontar a vulnerabilidade de mulheres e meninas responsáveis pela coleta de água, tarefa que impõe riscos à saúde e à segurança, e defender sua ascensão a cargos de liderança em espaços de decisão política. Assim, é essencial garantir que a gestão da água seja indissociável das pautas de educação, saúde e igualdade de gênero.
Foto: Governo da Bahia/ CAR/ Manuela Cavadas





