Sistematização do Trabalho com Juventudes

O Semiárido brasileiro continua sendo um território de disputas e contradições. Enquanto uns centram suas energias em reduzi-lo às secas históricas, outros atuam politicamente por políticas públicas efetivas que freiem as ameaças à existência dos povos e comunidades que fazem desse enorme pedaço de chão o seu lar. É nesse contexto que surge — e se fortalece — uma força que, assim como o umbuzeiro, insiste em florescer: suas juventudes. Este produto é, portanto, mais do que um simples registro de atividades; aproxima-se de um mapa em construção de um movimento maior: o das juventudes.

Em 2024, acompanhamos jovens que transformam desafios estruturais em ação coletiva. São indígenas, quilombolas, agricultores familiares e comunicadores que não aceitam o que é imposto por quem desconhece as especificidades da região. Seus depoimentos revelam uma verdade incômoda: permanecer no campo não é romantismo — é resistência. Contudo, essa resistência exige disputar acesso e permanência na terra, garantir proteção aos territórios, promover tecnologias sociais, educação de qualidade, geração de renda, acesso a tecnologias digitais e, por último — mas não menos importante — poder (…)