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Comunidades de Juazeiro avaliam serviço de Ater do Irpaa e reivindicam continuidade

Comunidades de Juazeiro avaliam serviço de Ater do Irpaa e reivindicam continuidade

Depois de um ano contando com assessoria técnica do Irpaa, membros de comunidades rurais dos distritos de Juremal e Massaroca, avaliaram o trabalho da entidade, expondo os pontos positivos e negativos e ao mesmo tempo as expectativas acerca da continuidade do serviço, que terá uma pausa até que o convênio como Governo do Estado seja renovado.

Para a presidente do Comitê de Associações Agropecuária de Massaroca, Josivânia dos Santos, a continuidade do projeto é fundamental para o fortalecimento da comunidade, uma vez que a equipe técnica cumpre também uma função articuladora. “As políticas de governos são muito interessantes, mas precisam ser repensadas, precisam dar continuidade”, defende a comunitária. Para ela, algo que também precisa ser revista é a burocracia para acesso aos editais voltados para agricultura familiar, o que, na sua opinião, não há condições das comunidades acessarem sem uma assessoria técnica.

A partir de trabalhos em grupos, foi apresentado um retrato da ação de Ater nas comunidades, mostrando como este trabalho contribuiu com o incentivo às práticas de Convivência com o Semiárido nessas comunidades onde predomina a agropecuária de sequeiro e a relação com a Caatinga. A avaliação apontou também o que precisa melhorar, como uma forma de fortalecer o trabalho a partir de outros projetos em que estas comunidades sejam contempladas.

A necessidade de maiores investimentos em aguadas foi uma das dificuldades destacada pelos grupos. Além disso, a descontinuidade do trabalho de assessoria é também visto como algo negativo para as famílias que durante esse período contaram com as visitas da equipe técnica, reuniões, dias de campo, cursos e demais ações do Projeto de Ater executado pelo Irpaa com financiamento do Governo do Estado através da Superintendência de Agricultura Familiar.

A jovem Érica Daiane Ferreira, da comunidade de Caldeirão do Tibério, ressalta que a comunidade tem conseguido benefícios através da mediação realizada pelo técnico que acompanha a comunidade, principalmente nesse período de estiagem. “A gente não costumava trabalhar com forragem, silagem, por exemplo, não sabia que podia trabalhar com forragem da faveleira e Adelmo [técnico do Irpaa] tem ensinado a gente a fazer esse manuseio e hoje nossos agricultores estão fazendo só, é uma coisa que vai ficar, independentemente do projeto terminar ou não”, cita Érica.

Na avaliação de uma das coordenadoras do Projeto de Ater, Ana Virgínia Terranova, diversos pontos positivos podem ser identificados no dia a dia das comunidades. Como exemplo ela cita que “muitas comunidades tiveram suas documentações regularizadas, algumas voltaram a realizar reuniões ordinárias, outras passaram a produzir e armazenar forragens com plantas da Caatinga. Agregamos também outros projetos que estavam sendo desenvolvidos de forma paralela, não só projetos sociais, como também políticas públicas como PAA e Pnae”. Ana também considera esta interrupção no serviço como o principal ponto negativo, uma vez que as famílias beneficiárias vem respondendo bem ao estímulo às práticas concretas de Convivência com o Semiárido.

Experiências positivas

O agricultor Gerson Emanuel de Souza, do povoado de Poções, distrito de Juremal, tornou-se mais um agricultor experimentador do Semiárido. Ele conta que a partir da participação em um encontro de formação no Irpaa e nos Dias de Campo em sua comunidade resolveu aproveitar a água do esgoto de sua casa e da vizinha e criou um sistema de irrigação para cultivar sorgo no quintal de casa. “A água estava se perdendo (…), agora eu tô tirando o alimento da criação. Tá ajudando muito, é uma área pequena, uns 300 pés de sorgo, mas tá melhorando muito, melhora o rebanho, a produção de alimentos”, relata Gerson.

O aprendizado da forma correta de criar galinhas também foi algo mencionado como um elemento que contribui com o fortalecimento da cultura sertaneja, bem como gera renda para famílias que já criavam para o próprio consumo, porém hoje reconhecem que é preciso agregar valor a esta prática. Dona Mariza Carmelita Leite, da comunidade de Cahoeirinha, Massaroca, é uma das criadoras de galinhas que agora já planeja aumentar o criatório.

Outro aspecto considerado importante pelos beneficiários do Projeto trata-se da organização da comunidade. A realização das atividades coletivas, segundo os depoimentos, melhorou a troca de informações e o esforço coletivo para buscar melhorias para a comunidade, além de ter fortalecido as associações.

Encaminhamentos

A partir da avaliação, as/os participantes do encontro comungaram de encaminhamentos que revelam o desejo das famílias continuarem sendo contempladas com o serviço de assessoria técnica e outros projetos. As principais reivindicações foram: aquisição de tecnologias de captação de água da chuva para consumo humano e produção animal; implantação e ampliação de fábricas de ração e beneficiamento de frutas; desenvolvimento de atividades socioculturais; desburocratização de programas de comercialização; expansão da proposta de Recaatingamento; implantação de Banco de sementes; cursos voltados para jovens; e fortalecimento das atividades agropecuárias dando condições favoráveis às práticas das comunidades e dando continuidade aos projetos de Ater.

Oportunidades

Durante o encontro de avaliação, o Agente de Desenvolvimento do Território Sertão do São Francisco, Ângelo Nery, apresentou uma série de editais voltados para a agricultura familiar, aos quais as associações organizadas podem apresentar projetos.

Os editais foram lançados pelo Governo do Estado, através da Coordenação de Ação Regional – CAR e Secretaria de Agricultura – Superintendência de Agricultura Familiar - Suaf, e estão disponíveis no endereço www.seagri.ba.gov.br.

 

Texto e Foto: Comunicação Irpaa


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