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Não adiamento do Enem pode prejudicar estudantes

Não adiamento do Enem pode prejudicar estudantes

Desde que se iniciou a pandemia do Covid-19 no Brasil, há mais de dois meses, muitas questões relevantes, como o auxílio emergencial e as medidas de isolamento social, tem sido discutidas cotidianamente pela sociedade. Uma das pautas no centro das discussões neste momento é o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Criado em 1998, o exame vem sendo uma oportunidade milhares de estudantes acessaram o ensino superior. Atualmente boa parte das instituições usa o Enem como parte da seleção de estudantes e uma algumas instituições usam apenas o Enem como forma de selecionar novos universitários. Segundo o Ministério da Educação – MEC, mais de 8 milhões de estudantes, espalhados nos 5.570 municípios concorrem as vagas.


Neste momento de pandemia, as polêmicas relacionadas ao Enem têm relação direta com a capacidade que estudantes de escolas públicas (em sua maioria de baixa renda) possuem limitações e têm dificuldade de ter garantido um processo de ensino e aprendizagem adequado. As limitações são variadas, a começar pela dificuldade de acesso às plataformas digitais. Um levantamento do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2015, revelou que o Brasil tinha a segunda pior conectividade nas escolas entre os países pesquisados. O distanciamento social ainda tem evidenciado a falta de acompanhamento pedagógico adequado para este momento.


Indiferente a essa realidade, o MEC tem defendido a manutenção da data do Enem, o que na opinião de organizações estudantis amplia ainda mais a vantagem de estudantes das classes sociais mais altas. Kauan de Barros Magalhães, do curso de Administração do Instituto Federal da Bahia e liderança estudantil jovem que integra o Movimento Popular pelo Adiamento do Enem, questiona se “é justo as pessoas que tem acesso à internet, a vídeoaula, ao acompanhamento de professores, concorrerem com estudantes que não estão tendo a mesma oportunidade?”


A União Nacional dos Estudantes (UNE), União dos Estudantes Secundaristas (UBES), Confederação Nacional dos Trabalhadores/as da Educação (CNTE), a Confederação Nacional dos Trabalhadores/as Rurais Agricultores e Agricultoras (CONTAG), Associação Nacional de Pós-Graduação (ANPG), são algumas das entidades que apontam que as condições de oportunidades foram historicamente criadas de forma desigual, em especial para as populações do campo, da floresta e das águas, e que nesse momento manter o Enem na data prevista é acentuar o fosso histórico.

Para Gabriel Troilo, professor de biologia da rede estadual de ensino da Bahia, “uma questão fundamental é que nossos estudantes da rede pública não tem em suas casas computador, celular e por mais que a Secretaria Estadual de Educação esteja lançando materiais, muitos deles não tem nem como receber esse material”. O professor reconhece que o material é bem elaborado, mas acredita que não chegará à maioria dos estudantes. “Muitos, por morar na zona rural, não tem condições de sair de sua casa e ir até um ponto que tenha internet. Manter uma data como essa é você excluir os estudantes de baixa renda, que não tem o mesmo acesso as estudantes de escola particular”, complementa o docente.

A jovem Camila da Silva Santos, 19 anos, mora em Itiúba-BA. Ela estuda o 4° ano do curso de agropecuária da Escola Família Agrícola do Sertão – Efase e relata que “não está sendo produtivo, pois não temos conseguido estudar, não está sendo uma educação contextualizada. A gente não está tendo um professor, é só um computador, um caderno do lado e acabou. Está sendo muito on-line, muito chata. Não é suficiente. A questão psicológica dos alunos já está estourada”, reclama.

Diversos estudantes estão se organizando nos seus municípios para encontrar alternativas, que envolvem desde a busca por formas de melhorar os processos de ensino e aprendizagem, até escrever cartas para professores e gestores colocando os problemas que estão vivenciando no momento.

A movimentação em torno do pedido de adiamento do Enem tem crescido nas redes sociais. Por conta dos impactados pela pandemia, mais de 20 países estão reorganizando o calendário para a realização dos seus exames, França e Reino Unido, por exemplo, mudaram suas formas de avaliação, enquanto China, Rússia e Irlanda já mudaram as datas.

Texto: Comunicação do Irpaa
Imagem da internet 


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