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Semiárido brasileiro recebe comitiva de países do Corredor Seco Centro-Americano para conhecerem experiências de Convivência

Semiárido brasileiro recebe comitiva de países do Corredor Seco Centro-Americano para conhecerem experiências de Convivência

Experiências de Convivência com o Semiárido de comunidades tradicionais de Fundo de Pasto, no norte do Estado da Bahia, estavam entre os locais que receberam a comitiva de países do Corredor Seco Centro – Americano, no período de 19 a 26 e novembro. A viagem de intercâmbio de experiências aconteceu nas cidades de Petrolina- PE e Juazeiro – BA, envolvendo delegações com cerca de 30 pessoas de Honduras, El Salvador e Guatemala, além de outros países convidados, que tem um clima semelhante ao Semiárido.

O Intercâmbio é realizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura - FAO, Agência Brasileira de Cooperação - ABC e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, com o apoio do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola - FIDA, do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada – Irpaa e da Universidade Federal do Vale do São Francisco – Univasf. A visita faz parte da iniciativa América Latina e Caribe Sem Fome 2025.

O coordenador de Projetos da FAO, Ronaldo Ferraz, que integra a comitiva, explica que o intercâmbio é fruto de um programa abrangente, tendo como objetivo também garantir um diálogo de saberes entre instituições de pesquisa e de extensão, comunidades e representantes de países de climas semelhantes ao Semiárido. “É trazer experiências exitosas que foram apresentadas por estes países e eles também conhecerem experiências brasileiras e que podem ser replicadas no seu país. O programa também envolve capacitações em outros cursos, une a parte teórica com a parte prática”, esclarece Ronaldo sobre o programa que tem como uma das atividades este intercâmbio para a região semiárida brasileira.

A comitiva seguiu de Petrolina para o distrito de Massaroca, em Juazeiro, para conhecer e ouvir diretamente das famílias de comunidades tradicionais de Fundo de Pasto as experiências que desenvolvem com relação a gestão da água, cinco linhas de luta pela água, produção de horta orgânica, sistema de tratamento total e reuso do esgoto com reator UASB. Além disso, conheceram ainda a organização comunitária a partir do Comitê das Associação locais, conservação da Caatinga, geração de renda a partir do beneficiamento de frutas da Caatinga e do entreposto de ovos caipiras que tem o Selo de Inspeção Municipal, sendo a primeira unidade produtiva do município que recebeu o SIM.

Para Pedro Conceição, presidente da Associação Comunitária de Cachoeirinha, e que estava entre os anfitriões, receber mais este grupo na sua comunidade foi uma oportunidade de demonstrar uma caminhada de lutas e conquistas em torno da busca pela qualidade de vida e de garantia de direitos. “A gente só ganha (…) nós sabe o que nós temos, moramos no lugar que temos vontade (…), isso é um privilégio muito grande (…) e espero que alguma coisa eles levem para que seja aproveitado na região deles”, externou Pedro. Ele esclarece que toda a caminhada pela permanência da terra começou com seus ancestrais que não tinham dimensão que os seus descendentes colheriam os resultados atuais.

“Conhecendo o trabalho nosso eles vão colocar para fazer lá [em seus países]”, almeja a agricultora Clarice Duarte Evangelista, que recebeu a comitiva na sua propriedade para apresentar dentre tantas experiências que desenvolve, o sistema de tratamento e reuso do esgoto doméstico com o reator UASB, implementado pelo Irpaa através do projeto Pró-Semiárido. Ela se sente feliz com a constantes visitas que tem recebido e afirma que sempre gosta de falar sobre a diversidade de atividades produtivas que tem na sua área e também junto a comunidade, como a produção para a minifábrica de beneficiamento de frutas da Caatinga e o entreposto de ovos.

Mônica Noleto, representante da ABC na comitiva, ressalta a gratidão em ter “a oportunidade de vivenciar in loco o que se tem feito no Semiárido brasileiro para se conviver a seca”, pondera. Na avaliação de Ronaldo, as experiências visitadas serão “benéficas” para as/os visitantes.

O grupo também conheceu, neste dia, o Centro de Formação Dom José Rodrigues, mantido pelo Irpaa, e que tem a demonstração de tecnologias que integram a Convivência com o Semiárido. Na ocasião, representantes do Irpaa apresentaram uma síntese das quase três décadas de dedicação, estudo, assessoria técnica da Instituição no sentido de fortalecer o paradigma da Convivência, evidenciando os aspectos climáticos, produção agropecuária, comunicação, educação contextualizada e os desafios encarados pelas comunidades tradicionais para a permanência na terra.

SemiáridoShow

Antes de conhecer as experiências de famílias e comunidades de Juazeiro, o grupo participou da 8ª edição da Feira SemiáridoShow, durante o dia 19, no Seminário Internacional de Troca de Experiências em regiões semiáridas e realizaram minicursos durante a Feira. No seminário, os países representados, principalmente, por gestores/as públicos, apresentaram diversas experiências de assessoria técnica em países do Corredor Seco e do Chaco (região da Argentina), tecnologias sociais para encarar desafios frente a disponibilidade hídrica, produção de alimentos, fomento a segurança alimentar e acesso a água das famílias camponesas, dentre outras.

Durante o evento a experiência da Articulação do Semiárido Brasileiro – ASA, com o programa Um Milhão de Cisterna, foi avaliado pela Universidade de Brasília, que fez um relato dos resultados da pesquisa desenvolvida sobre os impactos da tecnologia e da gestão da água no Semiárido. A pesquisa pontou como um marco histórico na vida das famílias da região, antes e depois das cisternas, elencando os principais resultados, como a qualidade de vida após a possibilidade de armazenar a água de forma segura ao lado da casa, principalmente, para as mulheres.

Ronaldo explica que a expectativa é que o intercâmbio gere outras ações de cooperação internacional no tocante a promoção de ações de convivência. “Como vai se dar essa cooperação, se é por intermédio, isso nós não temos definido, que só vai ser definido num momento posterior ao programa, porque estamos vindo para aprender, mas estão trazendo experiências que poderão ser replicadas e multiplicadas. Uma cooperação é de interesse mútuo”, argumenta o coordenador.

Texto e Foto: Comunicação Irpaa 


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