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Valorização da infância: "a criança não vive pra brincar, ela brinca pra viver", diz educador

Valorização da infância:

A energia e a criatividade da criançada deram um tom especial ao ambiente de formação de cirandeiras e cirandeiros que aconteceu em Juazeiro (BA) nos dias 24, 25 e 26 desse mês. Essa é a terceira formação realizada pelo Irpaa a partir do Projeto Pró-Semiárido, do Governo da Bahia, e envolveu representantes do município vindas/os dos distritos de Pinhões, Massaroca e Junco/Salitre.

Cerca de 40 pessoas vivenciaram durante esses três dias dinâmicas, brincadeiras, rodas de conversas, debates, momentos de confraternização, nos quais tiveram acesso a conteúdos voltados para a Convivência com o Semiárido. A oficina tem início com a abordagem de elementos acerca da Convivência com o Semiárido, passando por temas como infância, relações de gênero, raça e etnia e importância de valorizar as tradições e costumes culturais das comunidades, a exemplo das brincadeiras e brinquedos infantis e da sabedoria popular.

A contação de história é outro ponto de integração durante a programação. A partir do trabalho da Trup Novo Ato, que tem origem na periferia de Juazeiro, as/os participantes adentram o mundo infantil ao ouvir, contar e/ou criar histórias que podem ser usadas para animar e educar as crianças. Há ainda o momento de confecção de brinquedos, utilizando elementos como tecido e papel, momento que conta com a assessoria do educador popular Amilton Santos.

Único homem participante do público da formação, o jovem Vinicius Mateus Lima, do Assentamento São Francisco, no Vale do Salitre, em Juazeiro, avalia esse momento como “revigorante, o aprendizado é muito bom, tanto como cirandeiro mas também pra vida”. Ele diz que seria importante a participação de mais homens para compreenderem o quanto a tarefa de cuidar das crianças, que acaba sendo delegada às mulheres, é algo difícil e deve haver o envolvimento de todas e todas.

Quanto ao trabalho a ser realizado com as crianças da comunidade, Vinicius planeja pautar a compreensão acerca da região semiárida a partir de brincadeiras didáticas para que “já cresçam sabendo que o Semiárido não é seco, é meio seco, então já vão crescer sabendo que dá pra conviver com o Semiárido e viver bem nessa região”.

Para Juci Carvalho, colaboradora do Irpa e coordenadora do projeto, de fato se trata de uma socialização de conhecimento que se leva para a vida toda, onde tanto as crianças quanto as pessoas adultas tem a oportunidade de aprender sobre os diversos temas necessários à consolidação da Convivência com o Semiárido. Juci menciona que “a formação de Cirandeiras vem numa perspectiva do fortalecimento da infância no Semiárido” e para isso dialoga sobre direitos com mães, pais, jovens, idosos, lideranças.

“O que me surpreende é a participação ativa das crianças”, relata a pedagoga, chamando atenção para a facilidade de envolver as crianças no processo de educação contextualizada. “A gente dialoga sobre coisas que as próprias crianças gostariam que a escola falasse sobre. A gente chama até a atenção dos gestores municipais sobre a importância da educação contextualizada para Convivência com o Semiárido”, provoca a colaboradora do Irpaa.


Ciranda de Crianças

Enquanto as mães participavam da formação, um grupo de colaboradores/as do Irpaa assumiam a tarefa de cuidar das crianças trazidas por cerca de dez participantes. A oportunidade de trazer a filha foi algo destacado por Marta Caroline dos Santos, da comunidade de Lagoa do Boi, em Pinhões. Para ela, “quem tem filho, muitas vezes fica sem informação, sem se especializar em alguma coisa porque não tem quem fique”, o que já reafirma a necessidade do trabalho que as cirandeiras vão desenvolver nas comunidades. “Eles [colaboradores/as do Irpaa] fizeram um papel que nós vamos fazer lá [na comunidade]”, observa Marta.

Despertar as crianças a brincar sem recorrer a aparelhos eletrônicos é para o educador Antônio Ivo, também facilitador da oficina, um dos objetivos da ciranda. Referindo-se a participação das crianças nessa formação em Juazeiro, ele menciona o desenvolvimento de habilidades motoras e compreensão sobre a região, o que foi colocado em prática a partir de desenhos, pinturas, esculturas feitas com massa de modelar, dentre outros.

A formação de cirandeiras e cirandeiros “proporciona de fato a gente repensar as formas educacionais que envolvem as crianças hoje”, destaca Ivo, alertando que a “a criança não vive pra brincar, ela brinca pra viver”, e que isso precisa ser enxergado no processo educativo das mesmas.


Texto e fotos: Comunicação Irpaa


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