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Educar brincando: cirandeiras e cirandeiros de Sento Sé participam de formação e assumem este desafio

Educar brincando: cirandeiras e cirandeiros de Sento Sé participam de formação e assumem este desafio

A decoração chama atenção pela quantidade de cores e elementos que lembra a infância, assim tem sido a organização dos espaços de formação de cirandeiras e cirandeiros, projeto executado pelo Irpaa e que está agora na etapa de preparação de mulheres e homens para trabalhar com crianças nas comunidades pertencentes aos territórios rurais que fazem parte Pró-Semiárido.

Esta semana a formação aconteceu em Sento Sé, onde, no período de 09 a 11, cerca de 35 pessoas da área rural do município discutiram a Convivência com o Semiárido e participaram de oficinas de troca de saberes voltados para infância, o que vai estimular o trabalho formativo com o público do projeto.

Durante a atividade, conhecer ou relembrar algumas músicas e brincadeiras infantis foi algo que chamou atenção da jovem Cleciane da Silva, da comunidade de Brejo de Fora. Para ela, hoje muitas crianças ouvem e aprendem músicas que em nada acrescentam na sua formação, por isso será importante apresentar para as mesmas que é possível se divertir de forma educativa. “Como eu vejo na minha comunidade hoje, as crianças não param pra brincar”, diz Cleciane mencionando que algumas crianças priorizam brincadeiras que envolvem violência ou despertam apenas a competição entre as mesmas.

Informações sobre a Caatinga, o Rio São Francisco e a realidade local como um todo estarão presentes nessas atividades a serem desenvolvidas nos territórios no momento em que as mães, pais e demais responsáveis pelas crianças estiverem em reunião ou outras atividades na comunidade. A cirandeira Uilma Oliveira, da comunidade de Limoeiro Pascoal, destaca que a formação ajuda a planejar melhor a atividade a ser realizada com as crianças, especialmente no que se refere a instrumentos didáticos e a compreensão de que é preciso mostrar para as/os mais pequenas/os “como nós vive no Semiárido, mostrando pra eles a nossa realidade, para que eles cresçam (…) e possam ter certeza que do Semiárido nós tira nosso sustento (…), que só precisa nós ter o conhecimento”.

O território “Juntos Venceremos” também irá contar com este trabalho, responsabilidade que ficará a cargo de Isaías Noberto, educador que acredita que a infância deve ser valorizada. Para ele, o envolvimento dos homens nesta atividade ajuda também a repensar o processo educativo que é feito em casa com filhos e filhas. Além disso, na opinião de Isaías, permite também a escola refletir sobre a necessidade de ampliar o trabalho com educação contextualizada, problematizando mais aspectos locais, a exemplo dos problemas ambientais que acabam sendo abordados de forma superficial.

Nesta mesma linha, a jovem Diele Alves, que já é catequista e trabalha com educação especial na comunidade de Ponta d’Água, cita a curiosidade que muitas crianças tem em compreender acontecimentos como as queimadas na Amazônia e muitas vezes desconhecem que estes problemas ambientais também acontecem em Sento Sé, a exemplo dos incêndios que aconteceram ano passado no Parque Boqueirão da Onça. Diele planeja debater essas questões de forma lúdica, entendendo que “a importância desse projeto nas comunidades, é isso, levar isso para as crianças, né?”.

Conteúdo

A programação da formação de cirandeiras e cirandeiros conta com uma diversidade de temas, partilhados a partir de momentos teóricos e práticos, sempre buscando envolver as/os participantes e provocar como as/os mesmos irão utilizar os conteúdos no trabalho com as crianças nas comunidades.

O debate de gênero é um dos temas discutidos, visto que ainda é comum a visão de que o cuidado com as crianças é de inteira responsabilidade das mulheres. Em muitas comunidades, conforme os relatos, as mães ou avós tem dificuldade de participar de atividades políticas porque precisam dá atenção às crianças de casa, enquanto os homens, em sua maioria, não possuem essa preocupação.

Outro momento central é a reflexão sobre as músicas, dinâmicas e brincadeiras infantis, despertando as cirandeiras e cirandeiros a observarem o sentido que está por trás de muitas formas de diversão presentes na infância. A confecção de brinquedos também é uma das oficinas ofertadas durante os três dias de atividade, estimulando assim a produção artesanal nas comunidades com a participação das crianças.

Na abertura da formação, uma ciranda foi realizada no centro da cidade, onde acontece quinzanalmente a Feira Agroecológica do município, um ainiciativa da Rede Mulher. O Projeto de formação de Cirandeiras e Cirandeiras conta com recursos do Governo da Bahia, através da Companhia de Ação e Desenvolvimento Regional – CAR, órgão ligado a Secretaria de Desenvolvimento Rural. O Irpaa está desenvolvendo o projeto nos municípios de Sento Se, Curaçá, Uauá, Juazeiro, Casa Nova, Remanso, Pilão Arcado e Campo Alegre de Lourdes.

Texto e fotos: Comunicação Irpaa


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