Famílias de Campo Formoso participam de Projeto de acesso à água para produção

O projeto Mais Água tem contribuído para inserção de tecnologias de captação e armazenamento de água da chuva nas comunidades do Semiárido baiano, especificamente em regiões com dificuldade de acesso à água para a produção. O projeto, financiado pelo governo do estado a Bahia e pelo Ministério do Desenvolvimento Social – MDS, está sendo executado pelo Irpaa no município de Campo Formoso, beneficiando 188 famílias.

Nos períodos chuvosos, as famílias sertanejas tem facilidade de acesso à água. Todavia, meses após as chuvas, os mesmos problemas do ano anterior se repetem. Com a chegada das tecnologias é possível que haja uma maior captação e armazenamento de água para suprir as demandas das famílias nos meses de estiagem. As cisternas, o barreiro trincheira são exemplos que estão sendo implantados, garantindo água para os animais, como os caprinos, animais adaptados à região.

“Este projeto é importante, pois proporciona as famílias à produção nos períodos de estiagem. Será possível uma produção saudável, uma produção sem agrotóxicos, sem o uso excessivo do solo, sem o uso abusivo das águas”, afirmou Álvaro Luiz, colaborador do Irpaa e coordenador do Projeto Mais Água.
Em Campo Formoso, além das comunidades tradicionais de Fundo de Pasto, o projeto também prevê o beneficiamento de comunidades quilombolas e de fundo de pasto, sendo mais de 26 comunidades quilombolas, e em torno de 80 famílias contempladas no projeto. Atualmente o projeto está na fase de construção de barreiros trincheira, sendo que até o mês de novembro serão 40 unidades em funcionamento.

O projeto é divido em cinco etapas: a primeira é a de planejamento, na qual a comissão do projeto se reúne com representantes das comissões municipais para também promover uma capacitação sobre Convivência com o Semiárido. A segunda etapa é feita a seleção das famílias, conforme os critérios descritos abaixo. Em seguida, acontece a capacitação das famílias sobre Gestão de Água para Produção de Alimentos (Gapa) e posteriormente também é feita a capacitação para a construção das tecnologias que serão implementadas nas comunidades. A quarta etapa é a construção das tecnologias. A partir daí, as famílias colocam em prática a aprendizagem sobre os manejos de Sistemas Simplificado para Manejo da Irrigação (Sisma). A última atividade é a avaliação do projeto com a participação da equipe técnica e beneficiários/as.

Critérios

Para a participação do projeto é necessário estar cadastrado no NIS (Número de Identificação Social) e ser enquadrado como uma família de baixa renda. Outro critério é ter acesso à água para beber, ou seja, já possuir cisterna de consumo (16 mil litros).

Texto: Comunicação Irpaa

Foto: Álvaro Luiz – Colaborador do Irpaa